Bairros

Apae vai construir centro de reabilitação

Da Redação
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A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru deve iniciar, já em janeiro, a construção de um prédio para abrigar o centro de reabilitação, um serviço oferecido a portadores de deficiência física adquirida, pessoas que em função de acidentes ou doenças como derrame e LER, ficaram com seqüelas, de Bauru e outras 37 cidades da região.

No centro de reabilitação, os portadores de deficiência física são atendidos por uma equipe multidisciplinar em sessões de fisioterapia, terapia e hidroterapia. Atualmente, o atendimento, que é oferecido através de convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), é feito em um espaço improvisado dentro da Apae, inicialmente destinado para a instalação da padaria da entidade.

Além desse serviço, a Apae mantém cerca de 400 alunos portadores de deficiência matriculados em sua escola. O novo prédio, ao lado da sede da Apae, está orçado em R$ 600 mil e terá 1.400 metros quadrados.

A obra começará a ser erguida com a renda apurada na Feira da Bondade e no Festival de Prêmios, segundo Olga Tognozzi, presidente da Apae. “Temos R$ 140 mil para começar a construir o prédio, que permitirá um melhor atendimento a esses pacientes de Bauru e região”, diz.

Ontem pela manhã, em uma cerimônia na Praça Rui Barbosa que contou com uma peça teatral apresentada por dois alunos da Apae, a entidade entregou os prêmios da sua última promoção. “Dois alunos nossos portadores de uma síndrome severa profunda devido à paralisia cerebral fizeram uma apresentação que aborda o potencial das pessoas, apesar dos obstáculos que enfrentamos e de nossos limites”, conta.

De acordo com a presidente da Apae, foram vendidos 46 mil números da rifa, totalizando uma arrecadação bruta de R$ 138 mil. “Descontando os 20% de Imposto de Renda e demais impostos, conseguimos uma renda líquida de R$ 80 mil, valor dentro das nossas expectativas”, diz. Como a Apae já tinha R$ 60 mil em caixa, referentes à Feira da Bondade, agora iniciará a construção do centro de reabilitação.

O projeto do prédio foi feito por alunos do curso de arquitetura da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

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