Política

PHS sonha com Izzo candidato em 2004

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

O PHS de Bauru aposta em uma dobradinha entre o ex-prefeito Antônio Izzo Filho e o técnico da Seleção Brasileira Feminina de Basquete, Antonio Carlos Barbosa, para vencer as eleições municipais de 2004. O presidente do partido, Elson Reis, acredita que Izzo conseguirá reverter a decisão judicial que suspendeu os seus direitos políticos e que o impede legalmente de ser candidato.

Embora o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tenha determinado a inelegibilidade do ex-chefe do Executivo por um período de dez anos, em razão de irregularidades apontadas na desapropriação de terras do pecuarista José Amir Neme Mobaid, em 1998, Reis está otimista quanto às possibilidades da candidatura ser viabilizada. “Trabalhamos, com base em informações da equipe jurídica do Izzo. Acredito que ele tenha 95% de chances”, opina.

O presidente do PHS, que foi secretário municipal de Cultura durante o segundo mandato de Izzo, reafirma que se a decisão do STJ for mantida, Rosa Izzo substituiria o marido. “Nas duas situações, o Barbosa, que se filiou conosco recentemente, seria o vice”, declara.

Segundo ele, a chapa será apoiada por um grupo de pelo menos seis partidos. Além do PHS, formam a pré-aliança o PRTB, PTN, PSL, PTC e PT do B. “Há conversas, algumas mais adiantadas, no sentido de agrupar outras legendas. Temos um um documento assinado pelo PSDC dizendo que também apóia Izzo”, afirma.

Legislativo

Elson Reis conta que os seis partidos também montaram uma estratégia que tem como objetivo eleger seis vereadores. As legendas foram divididas em três grupos e cada um lançará uma chapa completa com 42 candidatos.

Ele explica as contas que foram feitas para calcular quantas cadeiras poderão ser preenchidas na Câmara Municipal. “Matematicamente, é simples perceber que isso é viável. Se há 42 vereadores e considerando que o coeficiente eleitoral deve ficar em torno de 8 mil votos, significa que cada grupo, para fazer dois vereadores, precisa somar 16 mil votos, o que é algo perfeitamente possível se mantivermos uma média de 400 a 450 votos por candidato”, prevê.

Reis acredita que o momento político que o município atravessa também contribui para que essa projeção se concretize. “Há um descontentamento muito grande com relação à Câmara Municipal e um número muito grande de pré-candidatos. Diante desse quadro, não há excesso de otimismo ao falarmos em seis vereadores”, opina.

De acordo com ele, PHS e PRTB lançarão juntos uma chapa de candidatos a vereador. As outras duas serão formadas por PTN e PSL, PTC e PT do B.

O presidente do PHS afirma que todos os 126 pré-candidatos já estão definidos. “Desse grupo, só não concorrerão à Câmara aqueles que desistirem por algum motivo. Não haverá o problema de chamar um grupo maior de pretendentes em relação ao número de vagas para depois, lá na frente, decidir quem ficará de fora”, justifica.

Ele também descarta qualquer hipótese de Rosa Izzo ser candidata à vereadora. “Ela tem todas as condições de se eleger, mas já temos o nosso grupo de pré-candidatos e não há nenhuma possibilidade de alguém da família Izzo se integrar a ele”, sustenta.

Comentários

Comentários