Ano a ano, aumentam as opções de compras de Natal para a população de Bauru. Quem não quer enfrentar o agito do Calçadão e outros centros de compras da Batista de Carvalho pode recorrer às lojas de bairro, que também estão ampliando seus horários neste fim de ano.
A grande movimentação no Centro da cidade mostra que ele ainda é a principal referência de comércio no município. Mas as novas alternativas ganham cada vez mais adeptos.
A descentralização do comércio começa a ser observada em bairros como Núcleo Mary Dota, Jardim Redentor, Jardim Marambá e Jardim América.
As vantagens apontadas pelos consumidores são diversas: facilidade de estacionamento; economia de tempo e dinheiro para deslocar-se até o Centro; pagamento facilitado (nos bairros, os comerciantes geralmente conhecem os moradores mais assíduos); equivalência de produtos e preços em relação ao Centro; ausência de filas e outros.
Ana Beatriz Sodré de Menezes, moradora do Jardim Redentor, prefere comprar perto de casa. “É mais fácil para abrir crediário. Não tem tanta burocracia como no Centro”, afirma. “Quando você não quer ir para a cidade, o bairro oferece muitas coisas. Tem muitas opções”, acrescenta.
O horário ampliado de atendimento nas lojas do Jardim Redentor facilita as compras de Natal de Ana Beatriz e alguns de seus vizinhos, que também evitam o deslocamento até a região central. Ela diz que só vai ao Calçadão da Batista de Carvalho quando quer artigos diferentes. “Esse horário facilita bastante”, frisa.
Mathias Muniz mora no Jardim Carolina mas também faz suas compras de fim de ano no Jardim Redentor. “Lá tem tudo o que o povo precisa. O pessoal não precisa ir para o Centro. Tem lojas que oferecem coisas melhores que no Centro”, destaca.
Mathias afirma que os preços no Jardim Redentor são atraentes. “No bairro, eu posso comprar coisas bem mais baratas. O aluguel é barato, então os comerciantes têm condições de vender mais barato”, expõe.
Ele conta que seus vizinhos costumam ir ao Calçadão apenas para passear. “Se nós moramos num bairro, nós devemos gastar nele porque estamos ajudando a manter a empresa e o comércio na região”, opina.
Marambá
No Jardim Marambá não é diferente. Até o Natal, 18h deixou de ser a hora de fechamento das portas. Para o morador Paulo Roberto Fernandes, a iniciativa é positiva.
“Quem chega em casa depois das 18h ainda tem opção de comprar. Não precisa esperar o outro dia porque as lojas estão abertas”, comenta.
Paulo conta que no Jardim Marambá tem loja de roupas, sapatos, brinquedos e materiais de construção, entre outras. Por esse motivo, o Centro é a última opção para ele.
“Nós percebemos que aqui é um novo centro, mas não tem grandes lojas. Tudo é próximo e muito prático. Eu já me mudei duas vezes e continuei nesse bairro por causa disso. É ótimo”, avalia.
O morador evita ir ao Centro. “Eu detesto ir ao centro da cidade devido ao movimento. No fim de ano, é horrível porque tem muito trânsito. Eu detesto fila e não tenho muita paciência”, frisa.
Na opinião de Paulo, a tendência é a descentralização. “O centro de compras já não é mais só a Batista. Está mudando”, diz.
Outra região que vem crescendo é a das avenidas Getúlio Vargas e Nossa Senhora de Fátima. Joana Franco Coelho, moradora do Jardim América, conta que usa com freqüência o comércio local.
Ela diz que, ao caminhar pelo bairro, sempre descobre novos estabelecimentos que facilitam os “presentes de última hora”. “Fica difícil descer para o Centro. É ruim de estacionar; é tudo mais complicado. Aqui é bem cômodo e tem tudo o que eu preciso”, enfatiza.
Fernando Herrera, outro morador do Jardim América, também opta pela comodidade do bairro. “A gente compra por aqui mesmo. Dá para ir a pé para a avenida. Não tem que pegar carro nem trânsito. Eu procuro evitar o tumulto do Centro”, conta.
Já a filha de Fernando, que trabalha na região central, aproveita a hora do almoço para fazer compras de Natal no Calçadão. “Para ela, fica mais fácil”, justifica.
Na opinião de Fernando, o comércio descentralizado tende a crescer. “Muitas lojas, clínicas e bancos estão se deslocando para cá. Para os moradores, fica muito mais fácil”, argumenta.
Quem não tem essa opção perto de casa geralmente torce para o desenvolvimento do bairro. É o caso de Rosângela Gomes da Silva, moradora do Núcleo Gasparini.
“Só tem um mercadinho pequeno. Eu gostaria que tivesse um bom comércio no bairro. Seria melhor e mais cômodo.”