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Solidariedade, um presente duradouro


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Natal, uma festa voltada principalmente à família. Não faltam preparativos caprichados, especialmente na ceia, nem presentes – nem que seja uma lembracinha, especialmente para as crianças. As preocupações com a festa e com a família não podem, porém, fazer com que fechemos os olhos ao que ocorre ao redor, da porta para fora, olhando não para as pessoas, mas para a coletividade, regras que fazem funcionar nossa sociedade.

Se é normal gostar de reunir a família para jantar e trocar presentes, também é comum que o cidadão de classe média se encastele em sua casa ou apartamento, procurando se refugiar da violência das ruas e distanciar-se da dura realidade. Essa atitude de preservação esconde algo perturbador, uma dose de individualismo que se espalha como comportamento e que acabará vitimando a própria sociedade.

Perdemos, assim, a grande oportunidade de nos deixar envolver pelo espírito do Natal, marcado não só pela alegria do nascimento de Jesus, mas principalmente pela mensagem de paz, mostradas pelos pastores e reis magos nos presépios.

Solidariedade deve ser o maior antídoto ao individualismo, mas, para tanto, não basta abrir a carteira ou preencher um cheque. É preciso se doar, doar seu tempo e seus talentos para o bem comum. Ao invés de só contribuir para obras assistenciais – e são tantas instituições sérias que precisam de apoio –, visite crianças em creches e idosos em asilos, muitas vezes, carentes de atenção. Participe de distribuições – de alimentos, remédios, brinquedos – para quem precisa e pratique ao seu redor , na sua vizinhança, na sua vivência cotidiana estes princípios.

Assim, iremos além: da solidariedade do Natal um compromisso para o ano todo. Escolha uma entidade ou projeto que mereça o seu apoio e participe – há muito a ser feito para melhorar o Brasil. Basta disposição de mirar no exemplo de muitos que já arregaçaram as mangas.

O nosso País, o nosso Estado e acidade de São Paulo têm dados exemplos comoventes de mobilização e solidariedade. Trabalho anônimo de entidades sociais, movimentos religiosos, grupos de ajuda, organizações não governamentais multiplicam-se.

Ganham, cada vez, noções de organização interna, eficácia e profissionalizam-se fazendo do Terceiro Setor uma atividade relevante, inclusive economicamente.

Meus aplausos às entidades, aos voluntários que fazem esta verdadeira revolução silenciosa, minha certeza de que o Brasil, tema de congraçamento de raças e credos de tolerância à diversidade, será também o país da solidariedade!

O autor, Arnaldo Jardim, é deputado estadual.

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