Lembrem-se de que vizinhos assemelham-se aos nossos parentes mais próximos, visto que, num caso de acidente, num caso de incêndio, num caso de morte, e até mesmo num caso de assalto, são os nossos bons vizinhos que, de imediato, nos assistem e nos socorrem.
Independentemente de qualquer tragédia, os bons vizinhos não nos perturbam, pois ouvem ou tocam músicas para si; não promovem algazarras e impedem que seus filhos as façam. Evitam que através de águas ou de vassouras, as mais insignificantes imundícies de suas calçadas ou de suas sarjetas sejam encaminhadas para a frente das casas dos vizinhos. Posicionam seus cachorros em locais dos quais não ladram senão por motivos reconhecidamente necessários.
O bom vizinho é sempre prestativo e reconhecedor de que seus direitos terminam onde os dos seus vizinhos iniciam, portanto, segue à risca o “nem barulho para cá e nem fumaça para lá”.
Se você e seus familiares obedecem às determinações daquilo que se chama educação, vocês, realmente, são bons vizinhos, caso contrário, jamais poderão ser chamados de vizinhos e sim de tranqueiras.
Ainda assim, indistintamente, cumprimento-os por este tão bem lembrado dia, desejando-lhes muitas e muitas alegrias no Natal e que essa alegria se estenda, silenciosamente, por todo o decorrer do Ano Novo.
Josefina Aguiar Souza - RG 8.798.734