Colocam hoje os povos cristãos o coração em plena festa para lembrar o nascimento do Menino que, com esplendoroso poder de palavra, viria ensinar-lhes que o amor de Deus pode ser eternamente jovem, fecundo e espraiar bondade, purificando e enaltecendo os sentimentos da humanidade em todos os tempos. Nas igrejas todos se mostram hoje profundamente compenetrados das cerimônias litúrgicas alusivas, nos lares, acolhem parentes e amigos para celebrações especiais, havendo aqueles que, carinhosamente, reservam espaço em suas mesas para carentes ou necessitados, caso muito praticado na Suécia e países vizinhos, onde é costume deixar sempre um lugar a mais na ceia natalina com tão expressiva finalidade. Entre os poloneses são dois os lugares vazios sempre ocupados por pobres abandonados. Mas na Espanha as famílias fazem muito mais, deixando um ou dois lugares bem macios para recém-nascidos, aos quais oferecem até um emocionante enxovalzinho de veludo.
O Brasil, onde muitas famílias têm também tais bondosos costumes, vive hoje o Natal com panoramas excepcionais, tendo à sua frente o “Fome Zero”, lançado para acudir os esfomeados que, mãos estendidas, encontram-se perdidos na vastidão de seu imenso território. Numericamente, quantos são eles? Quem é essa gente que vai às ruas ou espera nas calçadas pelas dádivas dos que têm condições de oferecê-las? São milhões que esperam que lhes surja alguém, sacolas às costas, alcunhado simplesmente de Papai Noel, o bom idoso, o velhinho generoso e sorridente, que todos os anos perambula, nesta época, pelos caminhos da vida, ao encontro de seus ideais e de suas manifestações de carinho e solidariedade. O dia é, portanto, de amor total e absoluto, posto à disposição de todos quantos têm coração para “amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu, sentir o que Jesus sentia, sorrir como Jesus sorriu e ao chegar ao fim do dia poder dormir muito mais feliz!” - como pede a bela canção natalina, hoje cantada nos cantos do mundo. Então, que todos tenham um Natal com saúde e paz, vontade do Menino nos céus e desejo do JC na terra. Nosso apertado abraço para todos. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do Jornal e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.