Tribuna do Leitor

Uma Bauru melhor


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Vamos nos despedir de 2003 com um pensamento positivo para que o ano que vem seja muito melhor. Ninguém pode negar que este foi um ano complicado não só em Bauru, mas em todas as partes do País.

O "milagre do crescimento", propalado aos sete cantos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi adiado mais de uma vez.Deus ajude que finalmente chegue em 2004, já que o brasileiro já não suporta mais ver o "mês sobrar no final do salário".

A oração serve também para Bauru, cidade que adotei há 20 anos. Aqui terminei a faculdade, conheci meu marido, tive meus filhos. É aqui que pretendo envelhecer. 2003 foi um ano extremamente difícil para a cidade: cassação e renúncia de vereadores, vai e volta de prefeito, astral baixo.

No ano que vem teremos eleições. Mudam vereadores e prefeito. E não nos cabe aqui pregar a mudança da maioria dos vereadores ou cobrar a dimunição de cadeiras no Legislativo. O que devemos fazer, neste momento, é cobrar das pessoas boas escolhas. Depois, não adianta chorar o leite derramado. Só nos restará pegar o paninho e limpar o fogão.

Infelizmente, o brasileiro costuma não se lembrar do nome dos candidatos que escolheu para conduzir o Executivo ou o Legislativo. Então, não sabe de quem cobrar. Assim, fica muito mais fácil reclamar. Se esquece que a responsabilidade é mais sua do que daquele que está lá, fazendo um governo ruim. Se você não avaliou, não se informou sobre as qualidades e defeitos do seus candidato, se trocou seu voto por uma dentadura nova, um postinho, um caminhão de terra ou uma cesta básica, por que reclamar? É até feio!

Mas resta uma esperança! Vejo por aí a crescente conscientização de cidadania e desejo de moralização da coisa pública. De gente que briga por moradia estudantil, por ensino melhor, por uma cidade melhor, não importa se o eleito é do seu partido ou não. O que importa para essas pessoas é que cada um, depois de eleito, faça o seu trabalho. Afinal, ele é pago - e bem pago - para isso.

Ruth de Oliveira

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