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Obra da rodoviária terá licitação

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Começa no próximo mês o processo de licitação para a reforma do Terminal Rodoviário de Bauru. A concretização da obra, que será executada pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER), será possível graças à liberação de quase U$ 85 mil (cerca de R$ 250 mil) por parte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A informação prestada pelo DER foi recebida com alívio pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), responsável pela rodoviária, que aguarda o início da revitalização há pelo menos um ano. A previsão do órgão estadual é iniciar a contratação da empresa responsável pela obra ainda no primeiro trimestre de 2004. Porém, o prazo só será confirmado no final de janeiro.

O BID é titular de um programa de financiamento de reformas de terminais rodoviários junto ao governo paulista, que pretende construir no Interior do Estado de São Paulo 17 rodoviárias, além de reformar outras 35. Foi justamente a grande quantidade de cidades contempladas com o programa que teria provocado atraso no cronograma.

De acordo com a engenheira do DER Marlene dos Reis Araújo, as reformas ainda não foram executadas porque algumas cidades demoraram mais que outras para adequar seus projetos às exigências do BID. “(Os projetos) já foram aceitos”, informa ela.

O programa pretende promover acessibilidade aos deficientes físicos nos terminais, porém, os recursos disponibilizados para Bauru também serão suficientes para melhorar a área de atendimento dos passageiros que freqüentam a rodoviária, informa o gerente de manutenção da Emdurb, engenheiro José Carlos da Cunha Bastos.

“A verba será utilizada para a reforma dos sanitários (hoje inadequados aos portadores de necessidades especiais) e para a instalação de um equipamento tipo cremalheira, uma espécie de escada rolante para transportar portadores de deficiência para o andar superior. Também faremos adequações nas rampas, que hoje são muito íngremes”, lista Bastos.

Ampliações

Segundo ele, o dinheiro também será o bastante para ampliar as instalações do Serviço de Atendimento ao Usuário, que deve dobrar de tamanho físico.

“O serviço de atendimento deve ficar com cerca de 40 metros quadrados, mas a quantidade de servidores (oito no total) e o sistema telefônico serão os mesmos. Também pretendemos colocar mais 100 bancos nas áreas de espera, além de pintar a parte externa da cobertura do terminal”, informa o gerente de manutenção.

Durante o período de espera das obras, a Emdurb investiu com recursos próprios cerca de R$ 27 mil para trocar as telhas translúcidas e as luminárias. Porém, as iniciativas não foram suficientes para conter todas as reclamações dos usuários.

Nasmia Amad Mustafá, que já permaneceu quase três horas aguardando ônibus no terminal, queixa-se da praça de alimentação. “(Também) faltam bancos perto das plataformas de ônibus”, acrescenta.

Tem a mesma opinião o casal Carla Lourenço e Marcelo Sampaio, que também aponta a praça de alimentação e os assentos como os principais incômodos no local. Na semana passada, eles iriam ficar pelo menos duas horas aguardando ônibus na rodoviária. Já os usuários Luiz Carlos Regiane e Conceição André Regiane desaprovam o valor (R$ 0,50) para a utilização dos sanitários. “Acho que o banheiro deveria ser liberado”, reforçam Ana Paula Alves de Andrade e Luciana Correia Alves.

O valor cobrado foi definido por ato normativo da presidência da Emdurb e é reajustado anualmente pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM). Já a praça de alimentação será reformulada assim que for iniciada a execução das obras, garante a Emdurb.

Atualmente, os espaços do café e da lanchonete são locados, mas após a reforma eles serão licitados. “Quem ganhar a licitação vai reformar a área para atender ao projeto do arquiteto Jurandyr Bueno. A Emdurb não vai gastar nada com isso”, conclui Bastos.

• Serviço

A Emdurb dispõe de um livro de reclamações, no qual os usuários podem registrar suas queixas. O livro deve ser procurado no guarda-volumes.

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