São Paulo - Enfim uma vitória brasileira na mais tradicional prova pedestre do País. Marílson Gomes dos Santos venceu ontem a Corrida de São Silvestre, em São Paulo, com o tempo de 43min43s. Para completar a festa, em segundo lugar ficou outro brasileiro, Rômulo Wagner. Desde 1997, o Brasil não tinha um vencedor na corrida, quando Émerson Iser Bem foi o vencedor.
Os quenianos, considerados favoritos, completaram o pódio com Martin Lel em terceiro; Robert Cheruiyot, vencedor no ano passado, em quarto e Yusuf Songoka, em quinto.
Feminino
Foi de ponta a ponta e com muita categoria. A queniana Margaret Okayo fez uma corrida impecável e em 51min23s cruzou em primeiro lugar a linha de chegada da prova feminina da São Silvestre.
Débora Mengich formou a dobradinha do Quênia, com 52min35, depois de uma boa disputa com a brasileira Márcia Narloch, terceira colocada com o tempo de 52min49. Mais duas atletas do Brasil completaram o pódio: Ednalva Laureano ficou em quarto e Sirlene Souza Pinho, em quinto.
Apesar da boa diferença para a segunda colocada, Margaret Okayo, vice-campeã da São Silvestre em 2001, atrás de Maria Zeferina Baldaia, que abandonou no quilômetro dez, disse ter ficado “impressionada com o desempenho das brasileirasâ€. Empolgada com a vitória, ela já estava no alto do pódio acenando para o público antes mesmo da chegada de Márcia Narloch.
Da largada em frente ao Masp, na Avenida Paulista, com temperatura de 31 graus, até a o final da descida da Rua da Consolação, Maragaret correu ao lado de outras dez concorrentes, mas na entrada da Avenida São João, começou a abrir uma vantagem que foi aumentando até o final da corrida em frente ao Edifício da TV Gazeta, também na Paulista.
Maria Zeferina Baldaia, vencedora da São Silvestre em 2001, abandonou a prova. Ela teve percalços neste ano, em que trocou de técnico e sofreu de uma anemia grave. A campeã do ano passado, a goiana Marizete Rezende, ficou de fora da corrida alegando não estar em boas condições físicas. Ontem, foi revelado que ela registrou positivo para EPO no exame antidoping realizado após a vitória na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, no dia 31 de agosto.
(*) Com agências Estado e Folha