Regional

Faltam acessos na Bauru-Piratininga

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

A Associação de Moradores do Residencial Primavera, na rodovia Bauru-Piratininga, está preocupada com a falta de acesso ao loteamento e já fez até abaixo-assinado para mostrar para a Prefeitura de Piratininga a insatisfação. Os moradores reclamam constantemente da falta de segurança para acessar a rodovia.

Na época, o prefeito avaliou a situação e alegou não ter recursos para uma obra do porte de uma rotatória, segundo informou o morador Tiago Franzolin Soares, um dos integrantes da associação. “Os moradores querem providências porque já houve até morte de um morador de um residencial vizinho.”

Soares lembra que um funcionário do residencial foi atropelado. “Um guarda do residencial Primavera também foi atropelado. Ele vinha para o trabalho e ao fazer a conversão para a travessia foi colhido por um veículo que trafegava sentido Bauru-Piratininga.”

Depois das reclamações, a Prefeitura de Piratininga, segundo o morador, colocou brita no acostamento que estava em péssimas condições de uso. “Quando chove, o acostamento fica escorregadio.”

Ele acredita que somente uma rotatória irá minimizar a situação. “Há um espaço em frente à entrada do condomínio Primavera, que também serve de acesso aos outros condomínios e chácaras. Ali poderia ser construída uma rotatória ou trevo de acesso.”

Acidente

Morador do Jardim Ibituruna, um loteamento de chácaras na rodovia Elias Miguel Maluf, o aposentado Carlos Márcio dos Santos foi vítima de um acidente de trânsito. “A falta de rotatória obriga os motoristas a usarem o acostamento para ter acesso às chácaras”, reclama.

De acordo com a vítima, o acidente aconteceu quando ele seguia no sentido Piratininga-Bauru. “Eu moro em Bauru, mas naquele dia eu tinha ido a Piratininga. Usei o acostamento para cruzar a rodovia. Olhei de ambos os lados e não vi carro algum. Porém, como os veículos trafegam em alta velocidade, em poucos segundos, senti o choque.”

O outro veículo, segundo o aposentado, atingiu seu carro na parte traseira. “O acidente foi sem vítimas, porque o carro atingiu o meu na roda traseira. Quebrou o eixo do carro. Mas, se tivesse atingido a lateral, poderia ter matado o meu acompanhante”, considera ele.

Embora a velocidade permitida próxima à entrada do loteamento seja de 60 quilômetros por hora, o morador garante que os condutores trafegam com o dobro da velocidade permitida para o local. “Os motoristas passam por aqui a 120 quilômetros por hora.”

Na opinião de Santos, a sinalização do local também é precária. “Há pouco tempo colocaram placas avisando da saída de veículos, antes nem isso tinha.”

Para ele, a colocação de lombadas ou trepidadores amenizaria o problema. “Nós já conversamos com o vice- prefeito de Piratininga e ele prometeu tomar providências. São quatro entradas muito próximas e todas estão com problemas pela falta de um acesso seguro.”

Falta ligação

Morando há um ano no Jardim Ibituruna, Jovino Oliveira Ferreira, acredita que faz falta um trevo de acesso ao loteamento. “A mesma entrada é usada para o acesso ao Jardim Ibituruna, Jardim dos Bandeirantes e Residencial Primavera.”

Para ele, a tendência é que o problema aumente ainda mais. “Há muitos lotes a serem vendidos, neste e em outros loteamentos. Em menos de um ano é possível que dobre ou triplique o número de moradores e aí como vai ficar?”, questiona.

Ele espera que não seja preciso ocorrer nenhum acidente mais grave para que as autoridades tomem providências.

Quatro vezes ao dia

O construtor Marcos Valério Carvalho mora no residencial Vale Florido, na rodovia Elias Miguel Maluf, e enfrenta o problema quatro vezes ao dia. “Eu trabalho em Bauru e as crianças também estudam lá, eu acho que é preciso uma rotatória.”

O pedido, segundo ele, já foi feito ao prefeito de Piratininga. “Há pouco tempo, a prefeitura colocou placas advertindo sobre a saída de veículos, mas parece que não resolveu muito coisa.”

Ele confessa que não tem enfrentado grandes problemas. “Eu saio de casa cedo e não pego muito movimento na pista.”

Para ele, nos finais de semana o fluxo de veículos é maior na rodovia Elias Miguel Maluf, o que acarreta mais perigo. “Há muitas propriedades rurais, especialmente chácaras nas imediações. Nos finais de semana e feriados, o movimento é muito grande.”

Mas, na opinião dele, nem é o fluxo de veículos que complica a situação. “É a velocidade com que os carros transitam. Eles andam em alta velocidade num local que tem entrada e saída de veículos constantemente.”

No período noturno, segundo ele, o problema se agrava em comparação com o período diurno. “Há pouca visibilidade e o acidente pode se tornar mais grave, visto que a entrada fica próxima de uma curva.”

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