Espírito Santo do Turvo - O presidente da Câmara de Espírito Santo do Turvo (62 quilômetros a Sudoeste de Bauru), Jessé Prado Lyra (PL), está sendo investigado pelo Ministério Público (MP). Ele foi acusado por cinco vereadores da cidade de estar morando em outra cidade, o que contraria o Regimento Interno da Câmara, e de ter comprado um aparelho de ar condicionado sem nota fiscal.
As denúncias foram recebidas pelo promotor substituto da Cidadania, Marcelo Saliba, de Santa Cruz do Rio Pardo. Ele deu um prazo de 15 dias, que vence esta semana, para que o vice-presidente da Câmara, o vereador Francisco Lopes (PFL), forneça informações sobre os fatos.
De acordo com a vereadora Rosa Maria Pinto (PSDB), ex-presidente da Câmara, o vereador acusado teria deixado a cidade há cerca de dois anos, para morar em Jaú.
Lyra rebate a acusação argumentando que sua profissão o obriga a viajar constantemente. Por isso, mantém residências em outras cidades, como Campinas e Santos, além de Jaú.
Lyra é engenheiro e trabalha atualmente para uma empresa de impermeabilização, que atua em todo o Estado.
“A nossa cidade é pequena. Todos sabem que ele não mora mais aqui”, contestou Rosa Maria, que diz ser cobrada pelos moradores por isso.
Segundo ela, o Regimento Interno da Câmara determina que para ser vereador em Espírito Santo do Turvo é preciso ter residência fixa no município.
Quanto à compra de um aparelho de ar condicionado para a câmara sem a apresentação de nota fiscal, Lyra reconhece que foi “um deslize”. O aparelho, segundo ele, era usado e foi comprado por R$ 500,00 em uma oficina de Jaú.
O que era para ser uma economia para a Câmara - um aparelho novo custa em torno de R$ 1,2 mil - transformou-se em prejuízo para o vereador.
Com o desgaste sofrido na Câmara, por causa da denúncia, Lyra decidiu devolver o aparelho e pegar o dinheiro de volta.
Apresentaram a denúncia os vereadores Odair Bernardino (PSDB), Onofre Gabriel (PSDB), e Maria Isabel Rodrigues (PFL), além de Rosa Maria e o vice-presidente da Câmara.