Regional

Campanha alertará sobre risco de criar pombos em Botucatu

Da Redação
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Botucatu - A Secretaria Municipal de Saúde e Controle de Zoonoses de Botucatu (100 quilômetros a Sudeste de Bauru), firmou parceria com a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com o objetivo de monitorar os locais onde os pombos habitam na cidade.

Essa união, segundo informou a assessoria de imprensa do município, vai possibilitar a realização de trabalho conjunto, buscando conscientizar a população sobre os perigos que essas aves podem representar à comunidade.

Além disso, a equipe de controle de zoonoses, juntamente com a universidade, vai monitorar os locais onde essas aves habitam. “Desta forma, nós vamos conseguir conscientizar a população para que não alimente os pombos, procurando diminuir essas aves no nosso município”, comenta o veterinário Jonas Brant, responsável pela equipe de Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde.

A possibilidade de parceria veio depois de finalizado o trabalho de mestrado da médica veterinária, Vanessa Yuri de Lima, responsável pela pesquisa sobre os pombos e o risco que eles representam para a população.

Para ela, apenas o ato de alimentar essas aves, já causa problemas. “Quem os alimenta prejudica a saúde dessas aves, pois em seu habitat natural, elas vivem até 30 anos, já na cidade conseguem viver no máximo cinco anos”, destaca.

Segundo Brant, a orientação já está sendo feita nas residências onde habitam as aves. “Nós estamos orientando para que o acesso seja limitado. Também conversamos com as pessoas sobre a alimentação dos pombos. Entendemos que essas aves são usadas como símbolos (paz, amor), porém em grande número podem causar transtornos, como risco à saúde e ao patrimônio público. Todos temos que ter essa consciência”, recomendou.

Pesquisa

Durante o ano passado a veterinária Vanessa Yuri de Lima, finalizou o seu trabalho de mestrado, que tinha o objetivo de verificar o papel dos pombos, como reservatório de algumas doenças.

Para a concretização do trabalho foram recolhidos 238 pombos, nas cidades de Botucatu, Sorocaba, Bauru e São Paulo. Desse total, 40 animais deram positivo para a doença clamidiose (doença pulmonar).

A clamidiose é transmitida ao homem através das fezes dos pombos, que mesmo quando já estão secas, mantém o microorganismo viável por longo tempo. “O homem se contamina pela inalação dessas fezes”, relata Vanessa.

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