A morte do seringalista Chico Mendes, no Acre, destacou a luta dos ecologistas pela preservação da Amazônia. Não pensem os leitores que o interesse maior de Chico Mendes era o da preservação da floresta amazônica para manter o ecossistema necessário à vida no Brasil e no mundo. Seu primeiro interesse era o de extrair das árvores, sulcando-as, o latex para o fabrico da borracha. Chico Mendes defendia a preservação da natureza, defendendo seus interesses.
E nós que não somos seringalistas, que estamos distantes daquela vasta região, devemos ficar indiferentes? A devastação da Amazônia começa a surtir seus efeitos. As mudanças climáticas, as secas e as inundações constantemente viram manchetes dos jornais não só no Brasil como no mundo todo.
Devemos todos nós defendermos a Amazônia da irresponsabilidade de seus depredadores que queimam, diariamente, dezenas e dezenas de quilômetros quadrados de suas florestas. Como ser humano, temos a obrigação de entrar na luta para imperdir a colossal devastação que se faz na região amazônica. Ou será que, primeiramente, devemos esperar a elevação do níveis dos mares, inundando as cidades litorâneas? Ou será que devemos esperar um maior aquecimento global e uma desregularização catastrófica das estações climáticas? O pulmão do mundo começa a ficar doente. O Brasil ficará debilitado. O mundo todo pagará por isso, ficando contagiado.
Então, gente, vamos buscar o remédio onde estiver. Vamos propor aos países ricos, nossos credores, que suspendam, por 10 anos, a cobrança dos juros da dívida externa do Brasil. Com isso, o País se restabelece, seu povo doente e esfomeado se recupera e o governo, com mais vigor, passa a proteger a região amazônica, tornando-a verdadeiramente o pulmão sadio da humanidade. O Brasil das favelas, dos trombadinhas, dos sub-empregos, dos corruptos, da fome, dos pedintes, vamos curá-lo e, curando-o, vamos salvar o planeta. Acorda Brasil, acorda mundo. Ainda é tempo...
José Perea Martins - RG 3.571.804-3