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Eis o viaduto


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Bauruenses que precisam bater às portas de Nova Odessa são forçados a transitar por baixo ou por cima de uma passarela a que foi dada a denominação de Viaduto Nadyr Serra. E, então, todo se surpreendem, vendo presa à sua lapela a placa contendo o nosso nome, igualzinho àquele com que fomos levados à pia batismal. E é, realmente, para se surpreender, perguntando então: por que figura ali a identidade completa do jornalista bauruense? Teria ele, em alguma época, residido naquelas hospitaleiras bandas ou contribuído com sua pena para a fundação ou o progresso odessiano? Mas nada disso se lhe pode debitar porque, desde que há 50 anos se desligou de seu Minas Gerais, ele fincou raízes na Sem Limites, queira Deus que eternamente.

Se conseguir arregaçar mangas e dar as mãos aos bauruenses, o fez a benefício da audaciosa terra de Azarias Leite e de outros desbravadores que desde 1896 aqui estenderam seus colchões, lençóis e cobertores para todo o sempre. Quem, como nós, ainda não teve ensejo de visitar aquela cidade, poderia até duvidar tivesse o Estado ou o município alguma razão para batizar a passarela com tal denominação. Entretanto, com ou sem motivação dedutível, negócio é que se está diante de uma decisão incontestável. Comprovando-o, nossa prezada colega Iracy Pessoto, do Departamento Comercial do JC, acaba de bater fotos do fato e nos presentear com dois exemplares, nos quais a legenda aparece a olhos vistos, enfeitando nossa mesa de trabalho.

Não falta no letreiro nem mesmo o gramatical ipsilon característico de Nadyr. E, tendo em vista que os “cliques” não mentem jamais, aceitamos e agradecemos os instantâneos simpaticamente oferecidos pela jovem. Já tentamos obter elucidações do prefeito do município, mas até agora nos tem sido negado o devido esclarecimento. Nada mais nos resta fazer, a não ser sentir-nos profundamente honrados com a inserção das três palavras que nos identificam e, certamente, até agradam nossos amigos, batendo palmas ao homônimo, vivo ou morto, que as possibilitam.

Uma coisa, porém, ainda aspiramos: conhecer a história do outro Nadyr. Seria para nós uma enorme alegria sabê-la, para aplaudir pessoalmente o espírito da cidadania que, igual à nossa, ele usou ou ainda usa para realizar ali aquilo que fazemos aqui. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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