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Água, fonte de vida!


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Está em andamento a Campanha da Fraternidade-2004. Fundamentalmente dedicado à água, como fonte de vida que ela indiscutivelmente é, o movimento anualmente levado a efeito no Brasil inteiro adota, desta feita, um tema cujo valor humano ganha as alturas do céu com objetivos destinados a mostrar a realidade hídrica nacional, a partir da problemática local; desenvolver uma mística ecológica que resgate a importância da água nos seus fundamentos mais profundos; apoiar e valorizar as iniciativas já existentes no tocante aos cuidados com o imprescindível produto; preservar a sua captação; recuperar os mananciais degradados; provocar e alimentar a solidariedade entre quem tem água e quem não tem; defender a participação popular na elaboração de uma política para que a água seja, de fato, de domínio geral e gerenciada pelo poder público, com a participação da sociedade civil e da comunidade local.

Com uma programação assim expressiva, tem a Campanha de rolar livremente como manancial, beneficiando todo mundo, eis que, como diagnosticam os especialistas, todas as formas de vida dependem do líquido. Dizem eles: “Não existe vida onde não há água. Por isso, do ponto de vista biológico água e vida não podem ser separadas. A saúde depende da água. A maioria das doenças do planeta é causada pelo uso de água imprópria para consumo humano. Hoje em dia, segundo a Organização das Nações Unidas, aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas não tem água de qualidade para beber e, 2,4 bilhões não dispõem de serviços sanitários adequados. A cada ano morrem dois milhões de crianças devido a doenças causadas por água contaminada”.

Estudos atestam que no Brasil o direito ao produto está absolutamente comprometido, pois cerca de 20% de sua população não têm acesso à água potável, 40% do que vem das torneiras não têm confiabilidade, 50% das casas não possuem coleta de esgotos e 80% do esgoto coletado são lançados diretamente nos rios sem qualquer tipo de tratamento. Tais dados, mais que suficientes para colocar a nu a realidade do problema, falam alto da importância da CF-2004, a favor da qual a colaboração populacional precisa ser uníssona a fim de que as gerações presente e futura não venham a se afogar nos mananciais, que não foram criados para a morte e sim para a vida. É também a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

Instruir-te-ei e guiar-te-ei no caminho que deves seguir. Guiar-te-ei com os meus olhos. Salmo 32: B.

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