No último dia 08, estive passando por perícia médica junto à Apas - Associação Policial de Assistência à Saúde de Bauru, para a liberação de um balão intragástrico, por problemas de obesidade, a qual vem me causando muitos problemas de saúde, entre eles os ortopédicos - conforme explicava a carta do dr. Olivo Costa Dias, conceituado ortopedista -, à qual juntei carta do dr. Daniel Moya, especialista em obesidade e da nutróloga Valéria Tavares, ambos profissionais bem estabelecidos. Juntamente a estas cartas, estava anexado o pedido de colocação do balão do não menos capaz em seu meio, o gastroenterologista dr. Eduardo Tolentino, responsável pela realização do procedimento, para quem realizei alguns exames; além dos solicitados pelo dr. Olivo e pela dra. Valéria.
Qual não foi a minha surpresa, quando sai da APAS sem a autorização do procedimento, pelo médico que me atendeu, o qual concordou que realmente eu estou apta à colocação do balão, devido ao meu índice de massa corporal; apesar disso. O mais curioso é que ele não vai acompanhar meu caso pessoalmente, nem quero; já liberou “cirurgias de capela” com apenas o pedido e os exames realizados pelo cirurgião responsável, casos dos quais fui testemunha, ao fazer minha pesquisa para fazer o melhor no meu caso. Não entendo a dificuldade, pois meu processo está mais que bem montado; pago em dia as mensalidades do Apas e sei que o repasse que a Cruz Azul faz ao meu plano de saúde também é feito religiosamente, pois no meu hollerith o desconto é sagrado. Se o caso fosse estético eu entenderia o entrave, mas não é, pois eu não posso nem mais caminhar. Às vezes, penso que é mais fácil entrar numa fila do SUS do que depender de planos de saúde que pago há 10 anos.
O guia dos direitos do consumidor de seguros e planos de saúde me garante o direito de atendimento personalizado, como a cobertura de doenças até então sumariamente excluídas. Eu preferia não ter que recorrer a um jornal para contar “mais uma dos planos de saúde”, mas eu li no código de ética médica que: o médico é obrigado a usar todos os meios disponíveis em benefício do paciente. E aqui não diz nada sobre questionar as indicações de procedimentos feitos pelos seus colegas. Parece falta de ética, também.
Gisele Blagitz - MTb 21.557 - pensionista da Apas