Regional

Eclusa de Barra Bonita está interditada

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Barra Bonita - A eclusa de Barra Bonita (68 quilômetros a Sudeste de Bauru) está temporariamente interditada. Até o próximo dia 3, a concessionária AES-Tietê, responsável pela administração da represa, deve realizar a manutenção dos principais equipamentos da estação elevatória.

A interdição teve início simultaneamente, no último dia 5, em todas as eclusas da hidrovia Tietê-Paraná, inclusive nas cidades de Bariri, Promissão e Ibitinga.

A cada dois anos, a concessionária paralisa as atividades das estações no mês de janeiro, num período de até 30 dias. “A manutenção é feita para manter a disponibilidade e a confiabilidade dos equipamentos, porque a maioria deles trabalha de forma submersa ou em contato constante com a água”, afirma o responsável pela usina hidrelétrica de Barra Bonita, Edivaldo Oliveira Lippe.

Ele explica que para os técnicos da empresa realizarem a manutenção é necessário que toda a água seja drenada do local. Entre os principais equipamentos inspecionados estariam as portas que dão acesso à eclusa e as comportas, que liberam a entrada e saída de água.

A manutenção da eclusa é uma obrigação legal da AES-Tietê, prevista no contrato de privatização da empresa firmado junto ao governo do Estado.

Segundo Lippe, a data para revisão dos equipamentos é escolhida em comum acordo entre a concessionária, Departamento Hidroviário (órgão da Secretaria Estadual de Transportes), Sindicato dos Armadores e Capitania dos Portos.

A intenção, segundo ele, é trazer os menores impactos econômicos possíveis aos usuários da hidrovia Tietê-Paraná, especialmente em relação ao transporte de cargas. “Essa época do ano é a entressafra dos principais produtos transportados. Por isso, as embarcações de carga têm o tráfego muito reduzido”, justifica.

No caso específico de Barra Bonita, o setor de turismo é particularmente prejudicado com a interdição do local. Isso porque o passeio pela eclusa é o principal atrativo turístico da cidade.

“Na minha opinião, a eclusa não deveria ser fechada em plenas férias, quando recebemos mais turistas”, lamenta o presidente da Associação Comercial da cidade, Ariovaldo Ari Gabriel. Segundo ele, os setores de bares e restaurantes, além das três empresa que exploram o turismo fluvial na cidade, seriam os mais afetados pela interdição.

O comandante Valdemir Aparecido Ferreira, responsável pela embarcação de uma dessas empresas, afirma que a freqüência de turistas que procuram o passeio pelo rio Tietê chega a cair cerca de 50% devido a interdição.

“Se analisarmos pelo aspecto financeiro, o setor de turismo é prejudicado”, afirma. “Mas agora é o período de entressafra de produtos que são transportados na Tietê-Paraná. Se isso for paralisado em outra época, muito mais coisa será prejudicada, que não só o turismo”, avalia.

Segundo o comandante, anualmente a eclusa de Barra Bonita recebe cerca de 130 mil visitantes. Em novembro de 2003, a estação elevatória completou 30 anos.

Comentários

Comentários