Ser

Ano novo: hora da malhação! Será?

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 3 min

Força de vontade para escrever a palavra ginástica na listinha de determinações para o ano novo não faltou. Também sobrou disposição para ir até uma academia e preencher os cheques da inscrição. E o resultado dessa euforia para fazer tudo diferente em 2004 está nas aulas de bike lotadas e na fila para suar na esteira. As academias da Capital comemoram os 20%, em média, de alta nas matrículas. As do Interior também não ficam atrás.

Quem nunca tentou a malhação, tem planos para um corpo perfeito, ou pelo menos melhorar a forma física, e os que já fizeram academia agora prometem que não vão largar a atividade no decorrer dos meses.

É o que juram os seis integrantes da família Mauad, que desde a primeira semana de janeiro vão juntos e todos os dias à academia para duas horas de malhação. Até o bebê Luiz Felipe, de 4 meses, não escapa.

Ele acompanha a mãe, Priscila Margato Mauad, 21 anos, que engordou 16 quilos na gravidez e agora precisa perder 15.

“Agora venho todos os dias à academia e faço de tudo o que eles me oferecem das 4 às 6 da tarde. Quando não tem uma aula, me dedico à musculação. Nunca tive interesse em fazer ginástica, trabalhava, estudava e não sobrava tempo.”

Mas agora, além da mãe, do pai, dos dois irmãos e do cunhado para incentivar, a jovem dona de casa tem um novo estímulo. Foi ao médico que acompanha a sua dieta e, em uma semana, emagreceu um quilo.

A irmã Suelen, de 20 anos, também acima do peso ideal, ainda não percebeu na balança os benefícios da ginástica, mas já percebeu que a sua respiração anda menos ofegante ao andar ou subir escadas.

“Estou me controlando e comendo só saladas”, confessa. “Mas não é fácil. Trabalho no restaurante da família do meu marido. Mas o fato da minha família estar fazendo academia comigo tem sido o meu melhor estímulo”. O marido de Suelen, Márcio Teixeira, que é bem pesado e também faz parte do grupo, no dia da entrevista estava de plantão no trabalho.

Quem puxou os filhos e a esposa e até um dos genros para a atividade física foi o operador de sistemas de comunicação Amilton Mauad, 47 anos, que sempre oscilou entre os manequins 42 e 44, mas que para os festejos de final de ano foi obrigado a comprar uma calça 48 e a tomar a decisão: em 2004 todo mundo vai entrar na linha.

Em outras épocas, o radialista já tinha freqüentado academias, mas nunca com tanta disposição.

“Eu não sei se vai virar alguma coisa. Ando mais disposto, mas as calças ainda não deram sinal. Mas que vou emagrecer pela persistência, eu vou.”

A esposa Cariene, 43 anos, revela que a cada temporada faz dois, três meses de academia. Antes de se casar, jogava vôlei e sempre foi fã de aeróbica.

“Eu sempre gostei de esporte, ele (o marido) vem sob pressão. Mas eu faço a maior ginástica. Afinal, também atuo no revezamento para olhar o nenê.”

O único integrante desta família que era fiel aos exercícios é o caçula Amilton Júnior, um estudante de 17 anos que tinha complexo de magreza.

Há dois anos, ele é fiel às duas horas de musculação de segunda a sexta, sem faltar. “Não interessa se é semana de prova, ou se fui para a balada na noite anterior. Eu venho.”

Se por algum motivo não consegue cumprir o ritual diário, Júnior confessa que se sente murcho, magrinho, desanimado e até triste. Mas garante que para acompanhar esse pique é preciso gostar muito de fazer ginástica.

Ao contrário do que poderia acontecer com um adolescente da sua idade, Amilton adora a idéia de ter a família por perto na academia.

“É muito legal. Eu já conhecia a academia inteira, agora todo mundo conhece a minha família e acha o máximo.”

Comentários

Comentários