Triatlo light, adaptação de pilates, super-hidroginástica, trabalho com bolas gigantes ou luta dentro da piscina: tudo é possível no inventivo mundo das academias, onde a única regra é não deixar o tédio tomar conta dos alunos.
Em Bauru, as novidades chegam com o fit-ball uma aula pré coreógrafa, com trilha sonora especial e feita com bolas de borracha gigantes, onde os alunos ficam sentados.
“A bola te dá o que a gente chama de trabalho funcional. Você sai da sua zona de equilíbrio, o que faz você trabalhar um pouco mais a musculatura abdominal. É divertido e não tem impacto”, aponta o professor Júnior Balestero, que entre outras aulas desenvolve o fit ball em uma academia da cidade.
Além dos trabalhos sentados, os alunos de fit-ball fazem rolamentos com o corpo todo para alongar e aprendem até se automassagear com auxílio das esferas.
A aula não tem contra-indicações. Podem participar alunos de 16 a 70 anos, afirma o professor. O grande segredo está no ritmo.
De acordo com Balestero, a aula tem uma intensidade e uma batida de certa velocidade, com músicas que tem um pico de trabalho. “Ao mesmo tempo, aula e música sobem e diminuem.”
Já dentro d’água, o que chega de novo é o power pool, criado e testado pela Body Systems, uma empresa que surgiu do encontro de quatro especialistas em motivar atletas de academia a queimar calorias. Hoje, no Brasil, as modalidades licenciadas pelo grupo (body pump, combat, balance, RPM, jump fit, let’s boxe e ginástica natural) têm mais de meio milhão de adeptos.
O power pull foi criado por Vera Lúcia Gonçalves, uma das mais reconhecidas professoras de hidroginástica do País, e vem trazer eficiência, diversão e segurança, às tradicionais aulas de hidro.
Dessa maneira, a turma que ficava só na piscina por recomendação médica também vai poder queimar muitas calorias, sem impacto.
“Quem já gostava de hidro, vai gostar mais ainda”, define Balestero, que é também é considerado um dos mestres na animação da galera que gosta de suar.
Na Capital
Nas grandes academias paulistanas tem até aula que vira show, como a do professor Eduardo Machado Martins, que toca guitarra enquanto os alunos pedalam forte na sala de bike. “Investimos muito”, diz a coordenadora de ginástica da academia, Maria Cláudia Soares. “As bicicletas ficam em degraus, como se fosse um estádio, para que todos os alunos possam ver a professora. Temos ainda telão com DVD e iluminação especial.”
A academia está preparando para fevereiro uma aula de triatlo, com esteira, bicicleta e piscina. Numa outra academia, o triatlo já é realidade. A aula tem 1h15, com 15 minutos de natação, 25 de bicicleta e 20 de corrida. A atividade requer que o aluno tenha boa base aeróbia e alguma técnica para executar os exercícios. Promete-se um gasto de até 750 calorias.
Os professores da academia também criaram a hidro fight, na qual os alunos treinam na água diferentes tipos de chutes, socos e deslocamentos. Essa aula aquática de artes marciais tem trilha sonora especial e o objetivo de trabalhar resistência muscular e aeróbia, além de força e potência.
Um dos destaques neste verão também é o bio pilates. A prática, originalmente feita em aparelhos específicos, foi adaptada e agora o aluno só precisa de colchonetes para fazer a aula. O resultado? Melhora na consciência corporal, na força, na flexibilidade e na capacidade cardiorrespiratória, além de redução do estresse.
A oferta de atividades físicas variadas é uma das coisas que atraem o comerciante Jairo Teixeira, 56 anos, para a academia. “Não consigo ter a obrigação de fazer uma certa aula. Gosto de variar de acordo com o dia. Pode ser esteira, bike, pilates ou natação”, conta Teixeira. “É assim que consigo me manter fiel à atividade física.”
Sua academia criou recentemente vários tipos de programa de treinamento em natação. Entre eles o Fat Burn, destinado a quem quer reduzir o percentual de gordura.