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Mandato no TJ indefine a sucessão

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

A situação indefinida de Nilson Costa (PTB) no comando da administração municipal já provoca atraso no avanço das conversações com grupos políticos interessados em formar alianças com o prefeito. A formatação do quadro político e partidário para as eleições municipais de outubro só vai se definir após o pronunciamento do Tribunal de Justiça (TJ) sobre a permanência ou não de Nilson no cargo de prefeito.

Nas próximas semanas, o TJ julgará o recurso impetrado pela Câmara Municipal que pede a suspensão da liminar que reconduziu Nilson ao cargo de prefeito. Até lá, a situação é de indefinição política e partidária em relação ao quadro que se formará para a eleição de outubro.

Na hipótese do prefeito permanecer no cargo, pouco vai se alterar em relação ao que já está sendo formatado. O PTB - partido a qual Nilson está filiado - tem em sua órbita o PPS, o PC do B e o PAN. O grupo está definido e conversa com outras lideranças partidárias.

O presidente da executiva municipal do PPS, Rubens de Souza, já se reuniu com dirigentes do PSDB, liderados pelo empresário Caio Coube. Também manteve conversações com Alex Gasparini, do PMDB, com Estela Almagro, do PT, e com Pedro Romulado, do PSB. O próximo passo é o PDT de Tuga Angerami.

As discussões e conjecturas, porém, foram realizadas na condição de que Nilson permaneça frente à administração municipal. Mas e se - num exercício de futurologia - o TJ decidir pelo retorno do vice-prefeito Dudu Ranieri (PFL) ao Palácio das Cerejeiras?

Se isso ocorrer, terá que se esperar por uma acomodação política para se traçar uma nova correlação de forças político-partidárias. Nesse quadro, é praticamente certo que Dudu Ranieri será candidato à reeleição, frustrando os planos de Nilson e de seus aliados.

Com isso, dificilmente se concretizará uma aliança, por exemplo, dos tucanos - que já têm candidato definido - com o PFL. O PMDB e o PT provavelmente vão estar na mesma condição, pois pretendem lançar cabeça de chapa. Incorpora-se ao quadro o PDT, de Tuga Angerami e o PSB, que tem como pré-candidato o vereador Luiz Carlos Valle.

O desenho político-partidário para outubro, portanto, está centrado no futuro de Nilson Costa. Definida essa situação, o que se prevê é uma corrida imediata na retomada das conversações já com o horizonte visualizado.

O assunto é visto com reservas pelas lideranças políticas. Mesmo com o quadro indefinido, a maioria delas faz articulações na condição de que Nilson permanecerá no cargo.

Rubens de Souza, por exemplo, reconhece que se o prefeito perder o estatus de chefe do Poder Executivo, o grupo sofrerá um estrago de proporções inimagináveis. “Mas eu sou um sujeito otimista”, diz.

Já Estela Almagro não acredita que seu grupo sofrerá alteração de rota devido a uma eventual saída de Nilson do Palácio das Cerejeiras. “Nós, do PT, temos duas opções: lançar candidatura própria ou fazer aliança com outros partidos, inclusive, com o Tuga. Um apoio à sua candidatura não está descartada. Em qualquer circunstância, estaremos com o PMDB”, comenta.

Dudu Ranieri não embarca no exercício de futurologia e, como político experiente, prefere dizer que ainda “é prematura” qualquer avaliação. Mas avisa: “Não tenho restrição a nenhum partido.”

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