Tribuna do Leitor

O patriarca ainda vive!...


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Aos três dias do mês de maio do ano de 1914, na cidade de Cabo Verde/MG, nascia o primogênito de Rafael e Gabriela Navarro, o menino José Bento Navarro. O destino da família não estava traçado para a permanência em Minas Gerais, tanto é que José Bento acabava de completar cinco anos de idade quando seus pais e o seu segundo irmão, Elias Salomão, vieram para o Estado de São Paulo e foram residir em São Luiz do Guaricanga, fato ocorrido no ano de 1919. No Guaricanga, Rafael adquiriu uma propriedade agrícola na Água dos Carneiros, permanecendo com a família até o dia 20 de junho de 1939, quando faleceu. Sua esposa, Gabriela, ficou com dez filhos. Com a morte do marido Gabriela teve o apoio do filho mais velho José Bento que contava com 25 anos de idade e juntamente com a mãe passou a cuidar dos seus nove irmãos.

Dez anos se passaram depois do falecimento de seu pai. Quando praticamente todos seus irmãos estavam criados, José Bento casou com Ennas Dias, tendo o enlace ocorrido no dia 4 de junho do ano de 1949. O casal teve oito filhos: Osmar, Ozias, Maria Lúcia, Izabel, Ercilia, Lina, Osni e Heny, sendo que os dois primeiros nasceram na cidade de Presidente Alves. Com os irmãos crescidos e praticamente criados e agora com uma nova família para cuidar, José Bento no ano de 1952 transferiu sua residência para Rinópolis, na Alta Paulista, cidade onde viveu durante 21 anos. Foi em 1973 que José Bento fixou residência em Piratininga.

Homem de fácil comunicação. Por onde passou sempre deixou um grande círculo de amizade. Morando ainda em São Luiz do Guaricanga, quando da primeira Igreja Presbiteriana Independente, ocupou o cargo de diácono, permanecendo nele até a sua saída para o município de Rinópolis. Ainda dentro da religião e naquela cidade, José Bento exerceu o cargo de diácono, presbítero e tesoureiro. Religioso que era, após ter se mudado para Piratininga exerceu o presbiterato, vindo a receber o título de “presbítero emérito da Igreja Presbiteriana” e seu nome figura como uma homenagem em uma sala de aulas no Edifício de Educação Religiosa daquela comunidade.

Infelizmente, o querido José Bento Navarro ou o “Bentinho”, como era carinhosamente chamado pelos seus irmãos e primos, não mais se encontra entre nós. No dia dez de novembro último ele se foi da vida material, com o seu falecimento. Deixou oito filhos e os netos Deisemara, Danila, Edilaine, Luciano, Lucas, Laércio, Luiz Fernando, Paula, Priscila, Rafael, Silmara, Silas Junior e Victor, além dos bisnetos Bianca, Lucas Junior, Mateus e Pedro Lucas. Seu sepultamento foi oficiado pelos pastores Wesley Triunfo da Rocha, da Igreja Presbiteriana de Piratininga; Joelito M. Gomes, da Igreja Presbiteriana de Pederneiras; Sergio, da Comunidade Evangélica de Bauru e João Navarro Dias (seu sobrinho), pastor da Igreja Assembléia de Deus de Madureira, São Paulo. Estiveram também presentes os pastores Francisco J. Santana, capelão do Colégio Batista de Bauru; Pedro Pereira dos Santos, da Igreja Batista de Piratininga e Joelmar, da Igreja Presbiteriana de Franca, além de inúmeros amigos e parentes que foram dar conforto a família. Entre eles o sr. Orlando Rodrigues Gimenes, prefeito de Presidente Alves e assessores; Odail Falqueiro e família, prefeito de Piratininga; os amigos Célio Antonio Sclauzer, Ronaldo Pantera Lopes dos Santos e Vitorino Ribeiro residentes em Presidente Alves.

Esta, meu pai!!!, é uma simples homenagem que quero lhe oferecer. Como seu segundo filho, apesar de sentir muito a sua falta, estou tranqüilo e conformado. Deus resolveu transferi-lo para um lar melhor quando o senhor atingiu 89 anos, seis meses e sete dias. Apesar de todos os percalços que passou, sua vida redundou mais em vitórias do que em fracassos. A recompensa veio, meu pai, por causa da grande fé que tinha no seu criador. O tempo passou, mas um fato está na minha lembrança e garanto que todos que participaram. Quando completaste 80 anos fizemos um diploma. Foi colocada a seguinte mensagem: “O homem passa, mas as suas realizações permanecem desafiando o tempo”. Recentemente antes de perdê-lo para o grande criador no dia que o senhor completou 89 anos lhe oferecemos um outro diploma com uma mensagem do salmista: “O justo florescerá como a palmeira e crescerá como o cedro no Líbano”. É... pai. Infelizmente não podemos ir contra a vontade de Deus. Quem somos nós para questionar? O senhor partiu com um semblante muito feliz e tenho a certeza absoluta que o senhor “combateu o bom combate, acabou sua carreira e guardou a sua fé”. Este o motivo do título que dei para esta homenagem, pois tenho certeza de que “o patriarca ainda vive”.

Ozias Navarro - RG 8.352.796

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