Quando nosso presidente disse aos empresários que não dá para ficarem parados, cobrando investimentos que o governo não tem como fazer, tenta jogar a culpa nos mesmos. Talvez por ter sido operário e agora presidente, desconhece o “malabarismo” que os empresários fazem para pagar seus compromissos, principalmente não podem impor a seus consumidores aumento dos preços de seus produtos e serviços. Com certeza está com saudade do melhor partido que existe que é partido da oposição, pois é mais fácil ser pedra do que vidraça.
O empresariado não precisa favor algum do governo. Precisa é que ele faça sua parte, administrando a economia do país de forma adequada para o bem de todos, controle a inflação, baixe os juros e principalmente não se intrometa na administração do empresariado, pois o exemplo político de administração não serve a ninguém. Digo mais, esse parasita chamado governo vive do que arrecada das pessoas, sejam físicas ou jurídicas, sugando tudo o que pode, e quando faltam recursos, não corta os gastos/custos como nós, cria mais um imposto, prerrogativa esta que não possuímos.
Para que precisamos do governo? Para nos dar segurança, aposentadoria, pensão, assistência médica e educação adequadas? Onde está tudo isso? Se recursos do governo do Estado fossem necessários para uma empresa, não existiriam tantas na informalidade, sendo que mesmo assim geram subsistência a alguns.
Podemos também dessa forma lançar um desafio ao nosso presidente: pare de reclamar e corte os gastos, assim os recursos serão suficientes, diminua a carga tributária das empresas, para que elas possam produzir mais, aumentando a arrecadação somente pelo aumento das vendas, remunerar melhor seus empregados e os empregos aparecerão naturalmente, aumentando o poder aquisitivo da população, e tudo o mais que estamos cansados de ouvir. Chegamos a um paradoxo: quem precisa de quem? Quem nasceu para operário pode chegar a presidente de uma nação, mas nunca a empresário? Acredito na sua competência e debito isso a mais uma conseqüência de seu conhecido discurso de improviso.
Maurice Duarte Pires - RG 11.225.802