Bairros

Chuva atrasa pesquisa com balão

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A chuva que caiu no início da noite de ontem em Bauru adiou o lançamento de um balão estratosférico dotado de sonda usado numa série de experimentos iniciados no sábado no Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). O balão, o segundo de um total de 18, iria dar a volta na Terra e coletar dados sobre a poluição do ar, descargas elétricas e informações para auxiliar na previsão do tempo.

Os pesquisadores devem marcar nova data para o lançamento. A sonda do primeiro balão, lançado no sábado, já está enviando dados via satélite para o grupo de pesquisadores estrangeiros e brasileiros sediados no IPMet. Jean Pierre Pommereau, que integra a equipe, conta que as medições de ozônio e óxido de nitrogênio foram consideradas ótimas.

Até ontem, nenhum dos dados coletados apontavam alguma anormalidade nos índices pesquisados. O balão, lançado em Bauru, caiu a cerca 100 quilômetros, na região de Paraguaçu Paulista, em uma plantação de cana-de-açúcar. O resgate do balão foi feito sem dificuldades, explica Pommereau, porque a equipe utiliza o sistema GPS para localização. Os balões voam em torno do planeta numa altitude de 15 a 25 quilômetros de altura.

Participam do projeto pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos e de diversos países da Europa, como Alemanha, Suíça, Inglaterra, Rússia, Itália, França, Dinamarca, Noruega e também do Japão. Eles querem saber, entre outras coisas, qual é o impacto ambiental do óxido de nitrogênio liberado pelas turbinas dos aviões e pelas descargas elétricas, durante as tempestades tropicais.

Isso porque o óxido de nitrogênio pode sofrer reações químicas e tornar-se altamente poluente. A região de Bauru foi escolhida para sediar a pesquisa em função das condições meteorológicas - de alta incidência de descargas elétricas - e devido à existência de radares meteorológicos do IPMet - em Bauru e em Presidente Prudente.

Dois aviões, um Falcon e um M-55, especialmente adaptados para pesquisas, também participarão dos testes, mas em Gavião Peixoto. As pesquisas devem durar cerca de um mês e estão orçadas em mais de R$ 30 milhões.

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