O budismo é uma das mais antigas religiões, que em tese almeja e busca a mudança de vida, pessoal e material. O hinduísmo é também muito antigo, embora pregue a conformação de vida, de modo bem altruísta, pacificamente.
Todas as religiões orientais que conhecemos hoje são ramificações do budismo e do hinduísmo, conforme as filosofias que empregam.
Embora nenhuma religião ensine o egoísmo, praticado por religiosos que conhecemos, a doutrina búdica de melhoria e conquistas de bens materiais em geral tende a um materialismo no coração humano, e nesse sentido material é até estendido (oferecido) aos falecidos dos mesmos, num ritual aos antepassados.
No movimento evangélico atual, vemos esta ênfase da filosofia búdica, de uma forçosa mudança da vida material por muitos bens, através da fé (religião) conjuntamente com os vícios e certas imoralidades, normalmente.
A doutrina do pecado não existe nas religiões orientais (e nem aos intelectuais), mas é básica no cristianismo; mas nesse desenfreado materialismo do “cristão” acontece o crucial desvio desta doutrina de base, do ensino cristão outrora pregado.
Esses que conseguiram alcançar muitos bens materiais, como benesses (bênçãos) da religião que praticam, esses assim testemunham ousadamente, sem citarem jamais que pretendem ajudar, cooperar ou socorrer o seu próximo de uma forma ou de outra.
Assim estamos vivenciando em nome da fé, a divulgação (transmissão) de um egocentrismo tremendo e absurdo, de modo que todos os cultuadores cristãos possuam mais e mais os bens terrestres. Este é um tipo de cristianismo búdico, sem a visão das riquezas espirituais de hoje e de toda a eternidade (nos céus).
Carlos Roberto dos Santos - RG 04.368.109-8