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Nova geração levará anos para doutorar-se

Diego Molina
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A maioria dos concursos realizados pela Unesp para a contratação de professores com dedicação exclusiva exige titulação mínima de doutorado. Na opinião do presidente do GAC, José Carlos Plácido da Silva, se a Unesp passar por um período com um grupo de professores ainda inexperientes e com formação incompleta, a instituição desfrutará as vantagens de uma nova geração de professores qualificados daqui a aproximadamente dez anos.

“Até lá, eles já serão titulados, terão experiência de sala de aula, poderão atrair investimentos em projetos de pesquisa e ainda serão jovens. A universidade vai poder investir neles e ainda receber o retorno destes profissionais por muito tempo”, argumenta Plácido.

O diretor da FC concorda que a qualidade da Unesp será equilibrada com a reposição de docentes somente após um período de transição. “Normalmente, os professores novos são doutores, com experiência em pesquisa e poderão compor um quadro com qualidade. É verdade que a reposição nunca se dá no mesmo nível, mas os novos docentes ganharão experiência com o tempo”, aponta Brás.

Na opinião do presidente da subseção de Bauru da Adunesp, a instituição precisará direcionais investimentos para os novos professores para que eles possam seguir com sua qualificação e a reciclagem dos conteúdos. “O docente precisa estar disposto a estudar coisas diferentes, a se preparar e enfrentar as salas cheias de alunos. Se os professores tiverem disposição, aí sim teremos um quadro ótimo de docentes”, conclui.

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