A greve dos médicos-peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já dura dois meses e não tem previsão de quando irá acabar. Na região, seis médicos estão parados: quatro em Avaré, um em Botucatu e outro em Jaú.
Apesar da paralisação, os serviços de perícia para solicitações de aposentadoria por invalidez, auxílio-doença ou licença por incapacidade física, entre outros, estão sendo feitos por médicos credenciados (serviço terceirizado) e por aqueles que não aderiram ao movimento.
O gerente executivo da Previdência Social em Bauru, Josué Lopes Moreira Filho, disse que apesar da pequena adesão dos médicos na região o trabalho de perícia acaba sendo prejudicado.
Segundo ele, o problema é ainda maior porque muitos processos ficaram parados durante a greve do ano passado e por isso houve acúmulo de serviço, que ainda não foi equacionado.
Do quadro de funcionários de Botucatu, um médico está em greve e o outro está de licença. No entanto, as perícias vêm sendo feitas por cinco médicos credenciados.
Em Avaré, existem cinco médicos contratados - um está de licença e quatro entraram em greve. O atendimento está sendo feito por apenas um médico credenciado.
Em Jaú, o INSS tem dois médicos contratados - um está em greve e o outro continua trabalhando. Além deles, a cidade conta ainda com quatro médicos-peritos credenciados, todos trabalhando normalmente.
Segundo o gerente executivo do INSS, cada médico atende, em média, 15 pessoas por dia.
Reivindicações
Os médicos querem o fim da contratação de peritos terceirizados e pedem que o governo faça concurso público para a contratação de novos profissionais.
Eles exigem ainda uma reestruturação na carreira e que sejam contratados para trabalhar 40 horas semanais e não 20 horas como é atualmente.
A ampliação da jornada de trabalho causaria um impacto nas contas do governo federal de aproximadamente R$ 150 milhões por ano. Esse é um dos motivos da falta de acordo entre grevistas e o governo.
Em nota à imprensa, na primeira quinzena de janeiro, o governo não descartava a hipótese de descredenciar os médicos-peritos que não pertenciam ao quadro de funcionários do INSS.
Na semana passada, o novo ministro da Previdência Social, Amir Lando, havia se reunido com representantes da categoria e deu sinais de que um acordo estava próximo. Mas, por enquanto, a situação continua indefinida.