Tribuna do Leitor

Uma crítica sem sentido


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Na edição desta quarta-feira (4/2), do JC, na coluna A Tribuna do Leitor, Antonio Alves da Silva Filho faz um comentário incompreensível e sem qualquer sentido sobre os efeitos da chuva em Bauru. A começar pelo título da carta que não é justificado no texto (“Ruim para muitos, chuva dá lucro”). Alves fala de problema gerado pelas águas, porém não gasta sequer uma letra para dizer que em compensação a safra de cereais será muito maior, que cresceu enormemente a venda de guarda-chuva, capa etc. Não passou do “ruim para muitos”.

E por falar em ruim para muitos, por coincidência, saiu ao lado da charge em que o Brasil aparece mergulhado na água a carta do leitor que, à semelhança do comentarista esportivo que quer realizar o seu trabalho sem ter assistido o jogo, morando em Londrina, descreve a situação de Bauru muito pesaroso, principalmente nesta estação chuvosa: “Que Deus ajude os bauruenses, esse povo tão sofrido”.

Alguém precisa avisar esse cidadão para sintonizar o televisor nos noticiosos vespertinos, principalmente nesta primeira semana de fevereiro. Com certeza - embora estejamos todos agradecidos pelo grande coração que demonstrou ter para com seus concidadãos -, Antonio Alves da Silva Filho, tão logo comece a ver esse jornalismo televisivo, certamente começará a ficar condoído com outras comunidades que não a bauruense.

Alves da Silva cita “buraco histórico” na confluência da avenida Cruzeiro do Sul com rua Goiás. Na verdade, o que pudemos constatar no local é apenas marca da água que corre atravessando a rua, onde existe uma canaleta. Nada muito diferente do que se o calçamento fosse de pedra. Causa inveja para quem ainda não foi beneficiado pelo asfalto e mora em rua de terra. Vale lembrar que ele desmerece o trabalho de recape realizado naquela importante via. Fizemos até foto para mostrar aos leitores caso o editor, em especial deferência, queira publicar para esclarecer melhor o assunto. Há pessoas que agradecem a Deus pelas graças, pelas benfeitorias; outras só se dão por felizes vendo o circo pegar fogo. Felizmente, em sua grande maioria, nosso povo não é assim.

Assessoria de Imprensa da Prefeitura

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