O asfalto do trecho recém-duplicado da avenida Getúlio Vargas, inaugurado oficialmente há pouco mais de um mês, já demonstra sinais de desgaste típicos de outros pontos de Bauru: buracos, pedras soltas e deterioração. Por conta disso, a empresa Transtécnica Construções, responsável pela pavimentação da via, deverá realizar reparos em diversos trechos da avenida sem qualquer custo adicional para a Prefeitura de Bauru.
Anteontem, o secretário de Obras, Jorge Monteiro, se reuniu com representantes da Transtécnica para apresentar os problemas, verificados principalmente nas quadras 23 a 25 e nas rotatórias da Getúlio. Monteiro explica que a empresa foi chamada para efetuar as correções necessárias na pavimentação, visto que o asfalto ainda estaria em seu “prazo de validade”.
“O asfalto tem uma garantia técnica, e este problema poderia ocorrer em um ano ou dois e ainda seria de responsabilidade da empresa”, afirma.
A duplicação da Getúlio Vargas entre as quadras 17 e 25 teve início em abril do ano passado e incluiu a instalação de galerias pluviais, guias, sarjetas e o asfalto. O custo total da obra aos cofres municipais foi de cerca de R$ 1 milhão.
Um dos problemas identificados pela Secretaria de Obras seria relacionado à camada superficial do asfalto, também chamada de superfície lisa. Nas quadras 24 e 25, por exemplo, esta camada está se desagregando e as pedras, acumulando na lateral da via (veja quadro ao lado). “Essa descamação do asfalto deixa a pista mais grossa e irregular. Isto não é natural em uma via com pavimentação feita há poucos meses”, aponta Monteiro.
O secretário ressalta ainda que na rotatória de acesso aos condomínios Samambaia e Paineiras e à rodovia Marechal Rondon, o asfalto sofreu uma dilatação irregular e se acumulou na lateral da pista. “Nesse local, você percebe que o asfalto ‘escorregou’, o que provoca o recalque da massa asfáltica, isto é, um acúmulo onde o pneu dos veículos não passa. Onde os carros passam, forma-se uma bacia”, explica.
Severino José Pimentel, que é gerente de um posto de combustível localizado na quadra 24 da Getúlio, confirma que o asfalto da via já começa a apresentar problemas. “Como passam muitos carros, as pedras vêm para o canto da rua. Se as chuvas fortes continuarem, o asfalto não vai durar mais seis meses”, comenta.
Depois de mais de oito meses de obras na avenida, Pimentel se preocupa com a possibilidade de uma nova interdição. “Se eles só recapearem o asfalto, o serviço é rápido. Mas se tiver que fazer mais coisas, acaba atrapalhando a gente”.
Josimara Ferreira Mello dos Santos, síndica de um edifício residencial na quadra 25 da Getúlio, diz que os moradores já haviam reclamado da qualidade do asfalto na via. “É melhor mesmo eles começarem a arrumar agora porque se deixar como está, daqui a alguns dias tudo vai estar esburacado. Mesmo que incomode a gente, é melhor já arrumar este problema”, diz.
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Pavimento está dentro do prazo de validade
O diretor da Transtécnica, Nilton Perruzzi, esteve em Bauru para a reunião com o secretário de Obras para discutir o problema da avenida Getúlio Vargas. Ele afirma que um diretor técnico da empresa deve vir à cidade na próxima segunda-feira para realizar uma avaliação dos problemas e oferecer um cronograma para a realização do serviço.
“O reparo será feito, sem dúvida nenhuma. Este prazo de validade existe e é responsabilidade da empresa”, confirma.
Perruzzi não soube apontar quais seriam os procedimentos utilizados para reparar a camada asfáltica. O secretário de Obras, Jorge Monteiro, acredita que a empresa vai realizar uma frenagem (abertura de sulcos no solo) e a aplicação de nova camada lisa nos locais onde o asfalto apresentou deteriorização precoce. Normalmente a vida útil do asfalto é de 15 a 20 anos.
“O problema na Getúlio não é na base de solo-cimento, senão teríamos abertura de fissuras ou afundamento do solo. Deve ser um problema na massa asfáltica mesmo”, analisa Monteiro.