Um poço artesiano com uma profundidade de 140 metros de profundidade jorra de 25 a 40 mil litros de água. Este é o coração da Fonte Aguaboa, localizada na cidade de Águas de Santa Bárbara (160 quilômetros a Sudoeste de Bauru).
Com um PH de 7.43, o que determina se a água é mais ou menos ácida, a Aguaboa passa por análise química duas vezes por semana e uma vez ao mês pela avaliação do Adolfo Lutz. “Um laboratório particular analisa a água duas vezes por semana. A coleta é feita no período da manhã e da tardeâ€, conta o gerente de produção, José Pontual.
O laboratório próprio da empresa está sendo montado para que a análise seja feita no local. Com quatro anos de idade, a fonte Aguaboa só envasa água em galões de 20, 10 e 5 litros. “Em breve, vamos estar envasando as linhas de descartáveis, em garrafas de 500 ml e 1,5 ml e copos de 200 e 300 ml.â€
Assim como as demais fontes localizadas na cidade de Águas de Santa Bárbara, a água coletada faz parte do Aquífero Guarani, explica o gerente. “O que diferencia uma das outras é a composição que depende da rocha onde é feita a coleta. O aquífero, segundo ele, segue até a Argentina.â€
A mina de água da Aguaboa foi descoberta quase que por acaso. “O antigo proprietário da área perfurou um poço e, ao mandar a água para análise, descobriu que a água não era apenas potável, mas mineral. Se a água for neutra é só potável e não mineralâ€, explica.
A fonte distribui água mineral para Bauru, Sorocaba, Ribeirão Preto, Araraquara, Campinas e São Paulo. “Nós temos distribuição própria. Nosso maior mercado é a Capital.â€
A Aguaboa tem uma capacidade de envase de 1.200 galões por hora, o que no fim do dia perfaz os 10 mil galões. A busca pela qualidade é o desafio da envasadora de água. “Na assepsia do galão usamos somente produtos biodegradáveis e o processo é automatizado para evitar a contaminação.â€
Empresa de Bauru terá a assepsia diferenciada
A Fonte de Água São Thomáz, conhecida como Mineratta Premium, é mineral natural e fluoretada. A nascente fica em uma área localizada na rodovia Bauru-Ipaussu, no município de Bauru. Envasada em galões de 10 e 20 litros retornáveis, ela tem um PH de 5.4. O cuidado com a assepsia dos galões e com o armazenamento é uma preocupação constante da empresa que prima pela qualidade.
O proprietário, Lineu Salles dos Reis, explica que o maior cuidado da envasadora é com a contaminação. “Investimos na assepsia dos galões e da cabine de envase para evitar qualquer tipo de contaminação. Em breve, vamos instalar a assepsia com oxônio.â€
Para ele, uma legislação que regulamentasse a questão dos galões é necessária. “Atualmente, não existe uma legislação que regule o tempo de uso. Nós estamos rejeitando os galões a partir de 98. A Associação da Indústria de Água Mineral instruiu, mas a legislação não obriga o descarte.â€
Outro problema apontado pelo proprietário da fonte é quanto a abertura de distribuidores da água, que está sem controle. “Se o distribuidor não tiver informações suficientes para o armazenamento do produto poderá comprometê-lo. A água é natural e não pode ser armazenada sob luz solar, porque, por causa da fotossíntese, ela vai ficar verde.â€
A poeira e o armazenamento dos galões sobre o piso também não são adequados. “Os galões devem ficar sobre paletis de madeira. O local deve ser muito limpo, porque se houver depósito de poeira sobre os galões irá comprometer a qualidade do produto. Mesmo lacrado, o bico do galão pode receber resíduos que podem contaminar a água no momento em que ele for colocado no bebedouroâ€, ensina.
Reis frisa que a fonte São Thomáz tem uma nascente. “A água é bombeada, passa por decantação, filtragem e só depois é envasada. A capacidade da nascente é de 20 mil litros/hora, aproximadamente 800 galões/hora.â€
Para o futuro, o empresário planeja entrar na linha de descartáveis. “Ainda este ano estaremos envasando em descartáveis de 5 litros e garrafas de 500 ml e 1,5 litros.â€