Bairros

Pessoas arriscam-se em locais perigosos

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Arriscar-se em locais perigosos faz parte do cotidiano dos moradores do Núcleo Geisel que praticam a caminhada. Sem opções, resta a eles andar na avenida Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, que não tem calçada, e no acostamento da rodovia Bauru-Jaú.

Na avenida, o mato está invadindo o estreito caminho de terra que resta às pessoas que passam a pé pelo local. Em alguns trechos, os transeuntes andam sobre a pista de asfalto, entre carros, caminhões e motocicletas.

Uma alternativa para a população seria o bosque do bairro. O local, entretanto, é considerado perigoso por grande parte dos moradores da região porque não há vigilância nem iluminação. Além disso, está com condições inadequadas para a caminhada, como mato alto.

“O mato está avançando na calçadinha onde as pessoas fazem caminhada. E não tem iluminação. Tem pessoas que querem fazer caminhada no período noturno e têm cobrado providências”, diz Alan Carlos Ursulino de Paula, presidente da Associação de Moradores do Núcleo Geisel.

Outro local considerado inadequado pelos moradores para caminhada é o entorno do Sambódromo. Alan ressalta a necessidade no bairro de uma pista semelhante à da avenida Getúlio Vargas. “Ali (no Sambódromo) também está faltando um pouco do cuidado da prefeitura. Você viu a pista da Getúlio Vargas?”, compara.

O presidente da associação avalia que o percurso ao qual muita gente aderiu - que inclui a avenida Edmundo Coube, um trecho da rodovia Bauru-Jaú e da avenida Nações Unidas - não é seguro.

“É perigoso. Aquelas pessoas que fazem caminhada na avenida Edmundo Coube têm que andar pelo mato. Tem muito buraco. Pela rodovia, também é perigoso”, enfatiza.

O motorista Levi Gonçalves de Oliveira, 54 anos, morador do Núcleo Geisel, tem o hábito de caminhar na avenida que dá acesso ao câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Ele conta que os carros passam muito próximos a quem transita a pé.

“É muito ruim. Principalmente agora, que começam as aulas (na Unesp). É perigoso, porque tem o trânsito. Tem muito buraco e o caminho é estreito. Não tem uma faixa para o pedestre andar beirando a rodovia. Ali não tem nem calçada. Poderia ter um acostamento mais ajeitado para quem anda”, reclama o morador.

Liberalino Ribeiro da Mota, 69 anos, é outro morador do Geisel adepto à caminhada. Há cerca de quatro anos, ele faz da avenida Edmundo Coube sua pista. “Ultimamente está terrível por causa daqueles buracos no asfalto que empoçam água. Tem lugar em que a gente tem que andar pertinho da pista. As pessoas passam descuidadas dentro das poças e espirram água com terra na gente”, reclama.

Já o morador Wilson Mantovani, 50 anos, prefere as péssimas condições do bosque a enfrentar os riscos da avenida Edmundo Coube e da rodovia. Ele vai ao local diariamente. “Não está adequado não. Está muito sujo, o mato está alto. À noite eu nunca fiz (caminhada) porque lá não tem iluminação. Se tivesse, eu faria à noite. Seria melhor para mim”, conta.

Rodovia

Apesar do perigo que a rodovia oferece, muita gente se arrisca e faz caminhadas nos acostamentos. Um dos trechos em que isso acontece com mais freqüência em Bauru é o da região do Núcleo Geisel, entre o Zoológico Municipal e a Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Geralmente, as pessoas aproveitam o trecho de rodovia para completar o triângulo do percurso que compreende a avenida Engenheiro Luiz Edmundo Coube e o trecho final da avenida Nações Unidas.

Sebastiana Cano Rodrigues, 52 anos, é uma delas. Ela reconhece o risco da atividade e diz que não pára por falta de opção. “É perigoso. Tem um acostamento, mas é uma pista perigosa. Quando os carros vêm, vêm com tudo. Temos que estar sempre atentas”, afirma.

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