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Fé sustenta mãe na busca pelo filho

Da Redação
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A mãe de Carlinhos, o menino seqüestrado no Rio de Janeiro em agosto de 1973, Maria da Conceição Ramires da Costa, disse ontem em Bauru que sua fé é maior do que qualquer obstáculo que possa existir na busca incansável pelo filho, que ela ainda conserva no coração. “Eu não me baseio pela aparência física, porque muita coisa pode ter acontecido com ele”, diz.

Ela acha possível Carlos Alberto de Souza ser o seu filho, Carlos Ramires da Costa. “Eu não posso afirmar nada. De repente, ele pode ser o meu Carlinhos”, ressalta. Maria Conceição confessa que essa foi a primeira vez que a possibilidade de fazer o exame de DNA partiu dela. “Já fiz dois exames de DNA com duas pessoas que insistiam em dizer que eram meus filhos, mas em ambos o resultado foi negativo.”

Maria da Conceição explica que na busca incansável por encontrar o filho seqüestrado no bairro de Laranjeiras no Rio de Janeiro em 2 de agosto de 73, já enfrentou situações difíceis. “Nos dois casos que me propus a fazer o DNA, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro me avisou que eu não era obrigada a fazer, porque estava claro que não eram meus filhos. Mas como eles estavam muito ansiosos, eu me submeti ao exame.”

Ela ressalta que não vai perder a fé enquanto não encontrar Carlinhos. “Eu me baseio na minha fé. Eu acredito que vou encontrar o meu filho. Tenho mais seis filhos que não concordam muito com a minha busca. Ficam preocupados porque cada vez que eu encontro um suspeito, fico muito ansiosa, sofro até o resultado final”, comenta.

A mãe do menino desaparecido confessa que jamais esqueceu o filho. “Ele está no meu coração. Se eu o encontrar, tudo vai mudar, tanto para mim como para ele. Minha ansiedade vai acabar e nós vamos ser felizes juntos”, planeja.

Maria Conceição diz que a aparência física nada significa para ela. “Eu não estou procurando o Carlinhos pelo que ele pode ser hoje. Muita coisa pode ter acontecido em mais de 30 anos. A única coisa que eu posso dizer é que Carlos Alberto de Souza, esse caso específico, é diferente. Esse é diferente”, insistiu.

Sobre o seqüestro do garoto, Maria da Conceição preferiu não comentar. “É um caso que está com a Justiça. Eu prefiro não falar.”

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