Política

Estela defende chapa com Tuga e Batata

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Começa a surgir no cenário político local uma pré-definição de chapa majoritária: Tuga Angerami (PDT) e José Carlos Batata (PT). É o que defende a presidente da executiva municipal do PT, Estela Almagro. E mais: ela vê com simpatia a participação do PP do ex-deputado Carlos Braga na composição da aliança. A petista esclarece, porém, que essa leitura é pessoal, ou seja, o assunto ainda será motivo de debate no partido.

“Eu acho, particularmente, que uma dobrada Tuga/Batata vai viabilizar uma mudança na realidade da cidade”, acredita Estela. A afirmação da dirigente ocorre um dia após o PMDB, presidido por Alex Gasparini, anunciar que o ex-governador Orestes Quércia, presidente do diretório regional peemedebista, prefere que o partido seja cabeça de chapa nas eleições municipais de outubro.

A intromissão de Quércia na seara local causou mal-estar na cúpula petista, que avaliou que deveria ter sido participada da conjectura quercista. No passado recente, PT e PMDB selaram um acordo que poderia acabar em aliança definitiva para outubro.

Estela, no entanto, garante que o acordo com o PMDB está mantido, enfatizando que sua opinião de uma dobrada Tuga/Batata é particular e ainda será motivo de discussão interna no partido.

“O Batata já está no final do seu terceiro mandato como vereador. É um político experiente e tem história na cidade. E estar aliada ao Tuga é ter uma boa perspectiva política e eleitoral. Sei que vou encontrar resistência interna a essa proposta porque ela não é unanimidade no partido”, explica.

A dirigente petista, que já foi candidata a prefeita nas eleições de 2000, está convencida de que o melhor caminho para o PT trilhar em outubro é a dobrada com Tuga. “Mas é preciso haver o convencimento do conjunto do partido sobre essa proposta”, deixa claro.

A petista diz que o assunto será oficialmente discutido na executiva municipal do PT na segunda semana de março, quando a instância se reunirá. O resultado do debate é imprevisível, embora a Corrente Articulação, à qual pertecem Estela e Batata, seja maioria.

O foco de resistência em relação à dobrada Tuga/Batata deverá surgir na Corrente O Trabalho, cujo representante mais conhecido é o sindicalista Roque Ferreira. Ele defende uma aliança mais à esquerda, com o candidato cabeça de chapa sendo indicado pelo PT. Ferreira também já disputou a prefeitura na eleição municipal de 1996.

Consultado sobre a manifestação da dirigente petista, o vereador José Carlos Batata foi comedido ao avaliar uma possível dobrada com Tuga Angerami. “Essa é uma conversa de longa data que está sendo encaminhada junto ao PDT. Mas não há nenhuma definição, pois estamos à espera de uma outra reunião para discutirmos uma possível aliança”, conta.

"Conversa adiantada"

O presidente da executiva municipal do PDT, vereador Faria Neto, confirmou ontem que as conversações com o PT estão “bem adiantadas”. “Acredito que após o Carnaval vamos resolver em definitivo essa situação política”, prevê.

Faria, porém, preferiu não opinar sobre a possível viabilização de Batata na composição da chapa, dobrando com Tuga.

“Essa é uma decisão do PT. Seria anti-democrático de minha parte interferir, opinar, sobre quem o PT deve indicar. Assim como eles não interferiram na escolha do nosso candidato a prefeito, que é o Tuga, vamos nos manter distante”, afirma.

Na última eleição municipal, em 2000, Tuga polarizou a disputa, logo após a abertura das urnas, com o atual prefeito Nilson Costa (PTB), que acabou sendo reeleito ao cargo por uma diferença de pouco mais de dois mil votos.

Ele não foi localizado pela reportagem do Jornal da Cidade para comentar o assunto.

Comentários

Comentários