Regional

Pólo calçadista de Jaú quer ser roteiro

Da Redação
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O turista da hidrovia Tietê-Paraná vai encontrar em Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru) mais uma opção de lazer e negócios. Além dos antigos casarões da época do café, o município quer “abraçar” o turista para mostrar seus sapatos femininos. “A cidade se prepara para emplacar não só como pólo calçadista, mas também como capital da cadeia produtiva de calçados”, diz o secretário de desenvolvimento econômico municipal, Caetano Bianco Neto.

Ele acredita que o trabalho tem que ser feito a longo prazo. “O município está incentivando a instalação de novas indústrias do setor para completar a cadeia. Estamos preparando os restaurantes e a própria população para acolher os turistas de braços abertos.”

De acordo com o secretário, há na cidade 200 indústrias no setor calçadista e três shoppings com cerca de 100 lojas. “São lojas que vendem direto da fábrica.”

Para incrementar a chegada dos turistas, Jaú aguarda verba estadual para a construção de uma marina. “A idéia é construir uma marina na divisa dos municípios de Pederneiras e Jaú, no distrito de Potunduva. Os turistas desembarcariam na marina e seguiriam por transporte térreo até os shoppings para as compras.”

Rio de Negócios

A hidrovia Tietê-Paraná é uma porta de acesso ao Mercosul. Graças às eclusas é possível transportar produtos de Conchas, em São Paulo, até São Simão, em Foz do Iguaçu, no Paraná, com uma redução de um terço do frete.

A hidrovia do Tietê começou em 1981, com o transporte regional de cana-de-açúcar, material de construção e calcário, ao longo de uma extensão de 300 quilômetros.

Dez anos depois, iniciou-se o transporte de longa distância através de todo o rio Tietê e do Tramo Norte do rio Paraná, ligados pelo canal artificial de Pereira Barreto, possibilitando que a navegação alcançasse o Sul do Estado de Góias e o Oeste do Estado de Minas Gerais, perfazendo 1.100 quilômetros de hidrovias principais.

Atualmente, a Hidrovia Tietê-Paraná transporta aproximadamente 5,7 milhões de toneladas anuais, sendo 1,2 milhão de toneladas de cargas de longo curso, como farelo, soja, grãos de ordem geral, fertilizantes e calcário agrícola.

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