A Escola Guedes de Azevedo e o Instituto Ambiental Vidágua estão negociando cotas para fazer o paisagismo da Praça da Copaíba, localizada na quadra 18 da avenida Getúlio Vargas. A proposta é que a iniciativa privada custeie a obra, orçada em cerca de R$ 45 mil.
O projeto inclui o plantio de gramíneas, arbustos e árvores na faixa de terra entre as duas pistas da avenida, reservada para preservar uma copaíba centenária existente no local. Também integra o paisagismo a instalação de bebedouros, bancos, lixeiras, relógio e aparelhos para exercícios físicos e um sistema de irrigação para molhar as plantas.
Roberto Pallotta, coordenador da Escola Guedes de Azevedo explica que estão sendo comercializadas dez cotas de R$ 1 mil cada uma e oito cotas de R$ 5 mil cada uma para custear o paisagismo. “A cota de R$ 1 mil dá direito a publicidade da empresa em um banco e em uma lixeira. Já a de R$ 5 mil dá direito a publicidade em banco, lixeira, espaços em placa e black ligth do relógio da praça e banner na home page da escola”, diz.
A expectativa da Escola Guedes de Azevedo e do Vidágua, que lutaram para que a copaíba não fosse cortada ou podada durante a duplicação da Getúlio Vargas, é começar a executar o paisagismo em dois meses. “As empresas que investirem na praça estarão contribuindo com o meio ambiente e terão retorno publicitário e institucional”, frisa Ivy Wiens, coordenadora do programa de apoio institucional do Vidágua.
As primeiras manifestações pela preservação da copaíba centenária, que estava no traçado da segunda pista da avenida, foram feitas em 1996. Com uma caminhada, que passou a ser feita uma vez por ano, a escola levou seus alunos para conhecer a árvore e cobrar sua preservação como parte das atividades de educação ambiental, lembra Pallota.
Após várias mobilizações, a prefeitura desviou o trajeto da segunda pista da Getúlio de forma que a copaíba fosse preservada e fez o projeto de paisagismo. A área do entorno da árvore foi transformada em praça e adotada pelo Vidágua e a Escola Guedes, que agora buscam recursos para executá-lo.
Ivan Alexandre Ferrazoli de Marche, secretário executivo do Vidágua, frisa que a idéia é, além dos alunos da Escola Guedes de Azevedo, que fica próxima da praça, é envolver empresas da vizinhança no projeto de paisagismo. “Queremos que a praça, que leva o nome de uma árvore do cerrado, seja um marco na Getúlio Vargas”, diz.
Para Ivy, a viabilização da praça mostra a preocupação da cidade com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. “Não é apenas implantar áreas verdes, mas também revitalizar espaços públicos, despoluir os rios, recuperar o solo degradado, reduzir a produção de lixo e fazer uso racional da água”, afirma.
Pallota ressalta que além da importância ambiental para a cidade, a praça será um ponto de parada de quem caminha na Getúlio Vargas. “Terá bancos, bebedouro e aparelhos para ginástica”, frisa.
• Serviço
Os interessados em adquirir cotas para o paisagismo da Praça da Copaíba podem entrar em contato com a Escola Guedes de Azevedo (3232-2064 e secretaria@guedesazevedo.com.br) e com o Instituto Ambiental Vidágua (3281-2633 e contato@vidagua.org.br.)