Tribuna do Leitor

A ROMISETA DO REI


| Tempo de leitura: 1 min

Levo ao conhecimento dos leitores deste conceituado jornal que estive pessoalmente no consultório do dr. José Carlos Tozi, ocasião em que confirmei que a sua Romiseta pertenceu ao Edson Arantes do Nascimento. No ano de 1958 eu trabalhava na pensão do sr. Dimas e dna. Nina, entregava marmita e vendia salgados. A pensão era na rua Bandeirantes, quadra 3, defronte ao Cursos Brasil. Neste ano o Brasil foi campeão do mundo, tendo como destaque o Pelé, que iniciou a sua carreira vitoriosa em Bauru. Logo após o término, ele veio para Bauru, ocasião em que tive o imenso prazer de encontrá-lo em um bar da quadra 1 da avenida Rodrigues Alves batendo papo com amigos.

Posteriormente, tive o privilégio de subir a rua Alfredo Ruiz de Romiseta, junto com ele, até a rua Rubens Arruda, esquina da rua 7 de Setembro, foi inesquecível. Pelé retornou para Santos, fiquei um bom tempo sem ver aquele carrinho interessante e que chamava muita atenção. Eu tinha o costume de transitar pela rua Quintino Bocaiúva no intuito de bater bola num campinho de terra próximo ao Estádio Alfredo de Castilho, que pegou fogo na arquibancada durante uma partida contra o São Paulo. Na ocasião eu vendia sorvete.

Certo dia, ao passar pela Quintino Bocaiúva, tive a felicidade de ver novamente a Romiseta. O sr. Luiz Carlos Lockmam era o proprietário da mesma, a cor original era coral, um tom próximo ao vermelho desbotado. Ela ficou muito tempo abandonada no quintal do sr. Lockmam coberta com um encerado, atualmente é uma valiosa relíquia, pois pertenceu ao atleta do século, o deus do futebol. (José Fernandes Netto - Atleta de Cristo - RG 4.473.376)

Comentários

Comentários