Duas chuvas com um intervalo de um mês danificaram a cidade de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru). Os estragos foram tantos que o município chegou a decretar estado de emergência, a fim de agilizar a compra de materiais para execução das obras e compras para socorrer as famílias desabrigadas. Um temporal no final de dezembro provocou 29 desabrigados e 36 desalojados.
O temporal atingiu a cidade das 6h30 às 6h55. Pela medição feita pela Estação Meteorológica instalada na Fatec, choveu 53,5 milímetros. Já pela medição do Colégio Agrícola choveu 66,5 milímetros num espaço de tempo de 25 minutos.
Os bairros mais afetados pelas chuvas foram: Santo Ivo, Jardins Itamaraty, Parati e Cila Bauab, que não possuíam galerias pluviais ou que tiveram a tubulação estourada pela força das águas. “Em alguns loteamentos não haviam galerias. Eles foram construídos antes de 2001, quando no município passou a ser obrigatório a execução das galerias antes da entrega dos lotes”, explica o secretário de comunicações Mário Schwarz.
Nos antigos loteamentos, as galerias foram insuficientes, comenta o secretário. “As galerias explodiram com a força das águas. Foram sete ocorrências de estouro de galerias.”
Na Praça Luciano Pacheco de Almeida Prado, no Jardim das Paineiras, a enxurrada conseguiu levar todo o piso que estava sendo recuperado. “Essa obra vai custar R$ 35 mil.”
Dose dupla
No final de janeiro, a cidade de Jaú foi surpreendida por nova chuva. O material da Defesa Civil usado na primeira tempestade já havia sido reposto e parte dele foi utilizada, explica o secretário. “Como houve desabrigados na primeira chuva, a Defesa Civil requisitou do Estado nova remessa de colchões, cobertores e roupas.”
Os serviços de barreiras emergenciais, com colocação de piçarra e sacos de areia, impediram que a chuva fizesse estragos tão significativos como do primeiro temporal.