Duas das principais avenidas propostas para o novo Plano Diretor de Bauru aproveitariam barragens para interligar bairros. Trata-se dos sistemas viários da Água Comprida e da Água do Sobrado.
A avenida Água Comprida seria implantada na região Leste da cidade, ligando o Jardim Colonial, nas proximidades do câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp), à avenida Rodrigues Alves, perto do Horto Florestal e da ponte de acesso ao Núcleo Mary Dota.
Entre outros bairros, beneficiaria o Parque das Camélias, o Núcleo Geisel, o Jardim Cruzeiro do Sul, o Jardim Carolina, Jardim Redentor e Distrito Industrial.
A avenida aproveitaria a área existente entre o Parque Flamboyants e o Sambódromo, onde hoje existe um vale com terrenos vazios. O local seria aproveitado para a construção de uma barragem e para a criação de um parque.
A região tem vias de acesso ao Centro, mas é carente de ligações entre os próprios bairros.
Parte da área que seria utilizada para a obra a prefeitura recebeu em doação. Outra parte é particular e terá de ser negociada através de instrumentos do Estatuto da Cidade.
Já o sistema viário Água do Sobrado aliviaria o trânsito nas avenidas Castelo Branco - que dá acesso a Piratininga - e Bernardino de Campos. Elas já são consideradas estreitas para a demanda de veículos.
A alternativa seria a construção da avenida Água do Sobrado, que correria paralela ao córrego que leva o mesmo nome. Ele não seria canalizado e, portanto, separaria as duas pistas, respeitando a área de preservação ambiental.
Um trecho do córrego também será aproveitado para a construção de uma barragem de contenção de águas pluviais e criação de um parque.
“A gente dá um acesso bom para toda essa região que é complicada hoje: Vila Ipiranga, Jardim Jussara, Terra Branca, Sabiás, Andorinhas, Vila Independência, Vila Souto, Vila Paraíso. Todas elas dependem, basicamente, da Castelo Branco ou da Bernardino”, expõe Maria Helena.
Uma das conseqüências da criação da nova avenida seria a sobrecarga na rotatória Chugiro Otake, que dá acesso às avenidas Duque de Caxias e Alfredo Maia.
Hoje, ela já é pequena dada a grande quantidade de veículos. Por esse motivo, o diâmetro dela teria de ser aumentado.
“Como são várias vias chegando, não dá nem para colocar semáforo. Quando a rotatória é muito pequena, você resolve com semáforo”, explica Maria Helena.