Regional

DIG apreende armas em Piratininga

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apreendeu ontem dois rádios de transmissão e recepção e cinco armas de fogo em Piratininga. Os rádios estavam na freqüência das polícias Civil e Militar e as armas estavam em desacordo com a atual legislação.

O construtor José Aparecido da Silva Granchi, suposto proprietário das armas, foi preso em flagrante pelo artigo 14 da Lei 10.826 e responderá pelo crime de depositar armas sem a devida autorização.

O crime, que prevê pena de dois a quatro anos de reclusão, é inafiançável. Assim, o acusado foi encaminhado para a cadeia de Avaí.

O titular da DIG, delegado José Jorge Cardia, explica que a apreensão e prisão do construtor é fruto do serviço de inteligência que investiga roubos ocorridos em residências, estabelecimentos comerciais e caminhonetes. “Estamos investigando roubos a mão armada e chegamos a duas residências em Piratininga de propriedade do construtor.”

Nas residências, localizadas na rua Santa Cruz dos Inocentes e dos Andradas, foram encontradas cinco armas de fogo; uma carabina, duas espingardas, um revólver calibre 38, uma escopeta calibre 12, de cano serrado, além de dois rádios de transmissão e recepção. Ambos estariam na freqüência das polícias.

O delegado descartou a possibilidade do construtor estar envolvido nos casos de roubos. “Estamos investindo em muitas frentes. Nosso objetivo é tirar as armas de circulação e prender os assaltantes.”

Cardia lembra que as investigações continuam. “Será instaurado um inqüérito para apurar a utilidade dos rádios estarem na freqüência da polícia e por que ele mantinha as armas depositadas nas casas dele.”

Para o delegado, as novas empreitadas deverão esclarecer, ainda, onde as armas foram adquiridas, assim como os rádios. “O acusado alegou que tinha os rádios como hobby, o que é perfeitamente normal. O que foge à regra é que ambos estavam na freqüência das polícias, o que significa que ele escutava toda a comunicação e tinha conhecimento da movimentação policial.”

A comunicação policial, segundo o delegado, só interessa para as polícias ou para quem está fugindo dela. “Aos marginais interessa saber onde estão e o que estão fazendo os policiais.”

Estatísticas

Pelas estatísticas da Delegacia Seccional de Bauru, o número de roubos não cresceu muito além do normal, de um ano para outro.

Os roubos, de modo geral, somaram 201 em 2003. Neste ano, o número subiu para 210. O roubo a banco não ocorreu este ano em Bauru, nos dois primeiros meses, assim como os latrocínios.

O roubo de carga, que em janeiro e fevereiro de 2003 registrou somente um, este ano aumentou. Foram registrados em Bauru um em janeiro e outro em fevereiro.

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