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Hospital Sorocabana pode deixar de atender os pacientes do SUS

Da Redação
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Botucatu - “A Prefeitura Municipal e a comunidade de Botucatu não permitirão que o Hospital Sorocabana deixe de atender os pacientes do SUS, nem que seja preciso recorrer a medidas judiciais”. A frase é do vice-prefeito de Botucatu, Valdemar Pereira de Pinho, e refere-se ao risco de o Hospital Sorocabana deixar de funcionar ou ser comprado por um grupo privado, o que deixaria Botucatu sem leitos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Se essa venda ocorrer, o Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - que atende a macrorregião de Botucatu - ficaria sobrecarregado. O assunto foi discutido na tarde de ontem durante uma reunião ocorrida na Faculdade de Medicina da Unesp, da qual participaram representantes da Prefeitura de Botucatu, Secretaria Estadual da Saúde e da direção da instituição.

A posição declarada pelo vice-prefeito na reunião será levada pelo grupo, na próxima quarta-feira, à Coordenadora de Saúde do Interior, na sede da Secretaria Estadual da Saúde, na Capital, conforme já agendado, segundo informações da assessoria de imprensa do HC.

Para a professora Marilza Vieira Cunha Rudge e o professor Joel Spadaro, diretora e vice-diretor da faculdade, respectivamente, o cancelamento do atendimento do SUS no Hospital Sorocabana, seja pelo fechamento da unidade por problemas administrativo-financeiros ou por sua venda a um grupo privado, pode levar o sistema público de saúde a uma situação de calamidade em Botucatu e região.

O município ficaria sem leito do SUS, provocando uma sobrecarga de doentes no Hospital das Clínicas da universidade, no distrito de Rubião Júnior, que realiza um trabalho de caráter regional e de alta complexidade. Segundo os dirigentes da Faculdade de Medicina, o HC, fugindo de sua atribuição para resolver casos de alta complexidade, já viria suprindo o atendimento secundário e até primário de saúde em Botucatu, em função da crise no Hospital Sorocabana.

Segundo a assessoria de imprensa, o hospital, propriedade de uma associação beneficente de ferroviários, deveria desempenhar um papel de unidade regional de nível secundário (ou de complexidade média), interpolando-se entre as unidades básicas e o hospital terciário, que é o da Faculdade de Medicina.

“Atendendo a cerca de 6 mil consultas por mês e realizando 120 partos mensalmente, o Hospital Sorocabana vem, há alguns anos, passando por sucessivas crises, chegando agora a uma situação de funcionamento precário. As tentativas de formação de uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Botucatu e a Secretaria Estadual da Saúde - com participação da Faculdade de Medicina - para implementar um programa de recuperação do hospital, foram sempre frustrantes”, informa o comunicado oficial do HC da Unesp.

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