Regional

Mulheres são maioria nas rezas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

As novenas começam sempre às 19h30. Pouco antes do horário, é possível perceber a movimentação dos fiéis que chegam de todos os lados da rua. São mulheres, especialmente as mais “maduras”, que rezam pelos seus filhos e familiares. Buscam na fé um conforto para as situações mais difíceis que a vida lhes impõe.

Como antigamente, elas trazem uma vasilha com água para depois levá-la de volta e com ela abençoar seus familiares que não compareceram à reza. Encontram um altar montado com flores, água, bíblia, imagens, quadros e velas, um cenário montado pela dona da casa.

Marilza Tereza Módulo, presidente do apostolado da oração, é quem recebeu a novena na última segunda-feira em Iacanga. Ela conta que montou o altar no final da tarde para poder receber os amigos e vizinhos. “Eu coloquei flores e água. Uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e um quadro de Jesus. A água porque é fonte de vida e tema da Campanha da Fraternidade”, justifica.

Para ela, realizar a novena em sua casa é uma honra. “A casa fica abençoada. Depois das orações, o ambiente fica em paz”, explica.

Ela segue à risca o livro da novena da Campanha da Fraternidade 2004. “Para cada encontro, há um trecho a ser lido e sobre ele uma reflexão a ser feita. Todos, é lógico, em torno do mote da campanha, a água.”

Mas a novena também é o momento para pensar na vida. “Lemos um trecho da bíblia e discutimos. Cada um dos fiéis se concentra em suas intenções, pede ou agradece a graça alcançada.”

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