Bairros

DER tem quatro pedidos de passarelas

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 4 min

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) contabiliza quatro pedidos cadastrados para instalação de passarelas de pedestres em rodovias que cortam Bauru, mas não há prazo determinado para que elas sejam construídas. Os pontos de travessia seriam implantados nos acessos aos bairros Colina Verde, Vila São Paulo, Jardim Nicéia e Jardim Panorama, locais considerados críticos pela Polícia Rodoviária.

Segundo a assessoria de imprensa do DER, a liberação de recursos para a construção das passarelas depende do aval da Comissão de Operações de Segurança da Secretaria de Estado dos Transportes e da autorização do governador Geraldo Alckmin (PSDB), procedimento exigido quando se trata de obra com custo estimado em mais de R$ 150 mil.

A integrante da Associação de Moradores do Jardim Panorama, Brasília Galvão, afirma que o bairro aguarda a implantação de um ponto de travessia de pedestres sobre a rodovia Marechal Rondon há mais de cinco anos. “Chegamos a fazer um grande movimento em torno do assunto, mas até agora não resolveu nada”, lamenta.

Para o comandante da 1ª Companhia da Polícia Rodoviária de Bauru, capitão Augusto Francisco Cação, as quatro passarelas ajudariam a amenizar os riscos de atropelamento nas regiões onde seriam implantadas. “São os pontos que mais nos preocupam, tanto que costumamos deslocar uma viatura para lá nos horários em que há movimentação mais intensa de pedestres em razão das escolas e empresas”, relata.

Conscientização

Calção lembra, porém, que não basta apenas construir a travessia de pedestres. “A população também precisa se conscientizar sobre a importância de utilizá-la. Muitas vezes, as pessoas pedem o benefício e depois passam por baixo da passarela”, argumenta.

Ele se baseia em acidentes registrados em locais próximos às cinco passarelas existentes atualmente em Bauru. São duas na rodovia Marechal Rondon (nos acessos ao Núcelo Édson Gasparini e à Universidade do Sagrado Coração) e outras três instaladas nas rodovias Bauru-Jaú (no Distrito Industrial 2) e Bauru-Iacanga (na Vila São Paulo) e no trecho de ligação entre a Bauru-Jaú e a avenida Rodrigues Alves (no Distrito Industrial 1).

Dados da Polícia Rodoviária mostram que 20% das vítimas fatais em rodovias do Estado são pedestres ou ciclistas, embora eles estejam envolvidos em apenas 2% do total de acidentes registrados.

Para tentar reverter esse quadro, Cação revela que está sendo elaborada uma campanha educativa sobre os riscos de atropelamento de pedestres e ciclistas em rodovias. “É um trabalho que estaremos realizando junto com a Pastoral Universitária. Pretendemos distribuir panfletos para conscientizar as pessoas”, declara.

O comandante da Polícia Rodoviária lembra que os riscos aumentam durante a noite. “O motorista tem a visibilidade diminuída em razão da escuridão. Já o pedestre enxerga apenas o farol e tem uma noção de distância diferente da real”, justifica.

A doméstica Rosenilda da Silva costuma utilizar a passarela do Distrito Industrial 1 para chegar ao trabalho, mas reclama das condições de segurança do local. “Já encontrei várias pessoas fumando lá em cima e fiquei com medo”, relata.

O açougueiro Nivaldo Martins de Souza, que mora no Jardim Ivone, também critica o estado de conservação do ponto de travessia localizado debaixo da rodovia Bauru-Iacanga, na Vila São Paulo. “Não dá para passar aqui à noite, porque é completamente escuro”, diz. No local, lixo e teias de aranha se acumulam nos cantos.

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Atropelamento

O aposentado Elgino Fernandes dos Santos, 67 anos, morreu atropelado durante a madrugada de ontem no quilômetro 357 mais 450 metros da rodovia Bauru-Marília, próximo ao rio Batalha. O veículo que causou o acidente não foi identificado.

Segundo informações da Polícia Rodoviária, o corpo de Santos foi encontrado no início da manhã por pessoas que passavam pela rodovia. Ele já estava morto.

Um dos filhos da vítima, Joventino Santos, afirma que o pai saiu de casa anteontem, no Jardim Redentor, para visitar um outro filho que mora no Núcleo Mary Dota, mas não retornou para a sua residência. A família suspeita que ele possa ter pego um ônibus errado e se perdido.

Foi o segundo caso de atropelamento registrado essa semana em rodovias que cortam a cidade. Na manhã de anteontem, um homem identificado como “Barba” ou “Baiano” morreu após ser atingido por um automóvel Uno, na rodovia Marechal Rondon, perto do trevo de acesso do bairro Santa Luzia.

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