Despertado através do texto denominado “A luta pelo divórcio”, na coluna “Ser”, do dia 29/2/04, levou-me a refletir do modo que este assunto tão sério e delicado tem recebido um tratamento tão superficial e irresponsável, pois decorridos dois séculos desde que as mulheres conquistaram o direito de separarem judicialmente, como diz o próprio texto, muitas transformações comportamentais ocorreram, causando de geração após geração, a degradação da família, em virtude do abandono da instituição denominada “casamento”.
Não quero estabelecer aqui uma guerra entre os sexos, julgando quem tenha a maior parcela de culpa pelo caos que as famílias em geral atravessam, pois se diz que “quando um não quer, dois não brigam”.
As várias causas que têm levado os casamentos a fracassarem têm variado e aumentado a cada dia, aliando-se a aquelas que já existiam no século 19, têm contribuído substancialmente com a infeliz estatística dos divórcios praticados atualmente no Brasil, girando hoje em torno de 50% até 60% em algumas regiões; estando entre as principais causas do rompimento: traição, violência, finanças, filhos, sexo etc.
Nota-se, nitidamente, e por que não se dizer que até passivamente, duas correntes comportamentais de estilos antagônicos e conflitantes operando livremente, sendo que ainda existe uma minoria defensora da indissolubilidade do casamento, na qual eu me enquadro, baseado nas “Escrituras Sagradas”, ou o “Livro Santo”, também denominado de “O manual do Fabricante”, este contendo: regras e diretrizes visando resgatar de volta aos relacionamentos humanos, a durabilidade desejada, aliada ao prazer, paz e alegria.
Outra corrente comportamental, aderem à relação descartável, onde o domínio da ansiedade, os leva a relacionamentos passageiros, com ou sem vínculo civil ou religioso, tendo como conseqüência, um vasto e triste rastro de decepções, amarguras, solidão e ressentimentos. Uma outra classe, são os que vão empurrando com o umbigo, estão ainda juntos, mas o único elo existente entre os dois são: filhos, bens materiais, honra da família etc.
Como podemos notar, o ser humano criado por Deus, a cada dia tem se afastado mais e mais do seu criador, e as conseqüências são inevitáveis, pois a crise da sociedade originou-se nas famílias, lares desfeitos têm contribuído com o aumento da marginalidade, cadeias superlotadas, crianças de rua, menores infratores, prostituição infantil e adulta e muitas outras.
Uma interrogação fica no ar, será que valeu a pena lutar a favor do divórcio, ou tentar evitá-lo? Contudo ainda existe uma esperança, existe alguém que se importa com a preservação da família e com sua felicidade e preservação: o seu nome é Jesus, mas quem escolhe é você: até que a morte ou o divórcio separe? Onde está a verdade? Há caminhos que para o homem, parecem caminhos de bem, mas que no final conduzem a caminhos de morte; você decide entre: a vida e a morte, a bênção e a maldição, escolhe pois a vida para que viva tu e a tua descendência.
Luiz Eduardo e Anabel Marciano - RG 10.969.422/3