O Conselho Municipal de Cultura e do Patrimônio Cultural da cidade de Santa Cruz do Rio Pardo (89 quilômetros a Sudeste de Bauru) tombou, em junho de 2000, um imóvel localizado na rua coronel. Emídio Piedade, esquina com arua Catarina Etsuco Umezu, de propriedade de Excedil Magnani.
O imóvel, que lembra as antigas casas coloniais, tem, de um lado, o quarto de hóspedes, e do outro a capela, sendo todos os cômodos voltados para a sala, está para ser alugado. O proprietário que mora em São Paulo pretende locar o prédio que não pode sofrer alterações em sua fachada.
O imóvel possui um porão a exemplo das antigas casas de fazenda que faziam do local dormitório para os escravos. Isso, na época, era símbolo de “status”.
A casa conserva as cornijas (moldura horizontal na parte superior de paredes e portas), abaixo do teto, assim como as platibandas, ornamentadas com a função de encobrir o telhado.
Historicamente, o imóvel tem grande valor para o município. Na década de 20, lá funcionava a primeira escola normal da cidade, levando Santa Cruz a se transformar em um centro irradiador de cultura para toda a região. Posteriormente, abrigou a Prefeitura Municipal, durante a gestão do prefeito Lúcio Casanova Neto, no período de 1948 a 1951.