As regras citadas pelos especialistas para nortear a escolha dos travesseiros também devem ser aplicadas na hora de se comprar um colchão. O produto deve ser totalmente compatível ao peso da pessoa que vai usá-lo e precisa ser confeccionado com materiais que se moldem às curvas naturais da anatomia individual.
Quem pretende adquirir um colchão de espuma deve estar atento à “densidade” do produto. Segundo o ortopedista Alberto Sala Franco, trata-se da capacidade que a espuma tem de ceder frente ao peso corporal. Para crianças, deve-se usar uma densidade baixa (18, em média). Pessoas com mais de 80 quilos devem preferir um colchão com densidade alta (33). O próprio vendedor pode dar as orientações.
Nos últimos anos, porém, tem crescido a procura por colchões de mola. “A tecnologia deles vem se aperfeiçoando e hoje eles oferecem conforto com um equilíbrio (rigidez) maior”, comenta o ortopedista Aliomar Ferri Amaral.
Comerciante especializado em travesseiros e colchões, o empresário Márcio Cabanne explica que há diversos tipos de sistemas que usam molas. “O colchão de molas convencional tem um conjunto de molas entre duas placas de espuma. A densidade dessa espuma é variável e deve ser compatível com a pessoa que vai usá-lo”, comenta.
Outra opção é o sistema de molas ensacadas. Elas são dispostas individualmente no interior do colchão. Segundo Cabanne, isso permite que apenas as molas comprimidas se movam. “Você pode mudar de posição, que seu marido (ou esposa) não vai sentir balançar (como ocorre com as molas convencionais)”, explica.
Também há os colchões de molas com blocos de espuma entre as molas. Eles conferem mais firmeza ao produto, minimizando o molejo que é natural neste tipo de colchão. “São os mais indicados para pessoas obesas”, comenta o empresário.
Como ocorre com os travesseiros, os preços de colchões variam conforme o tamanho, modelo e material usado.