O comandante da 1.ª Companhia da PM, capitão Benedito Roberto Meira, afirma que a primeira proposta da polícia para conter atos de violência na avenida foi justamente sugerir o monitoramento por câmeras. “Na época, porém, a Emdurb apresentou um parecer jurídico que a impossibilitava de gastar dinheiro com essa medida”, recorda.
Ele confirma que a intenção da PM é solicitar a revogação da proibição de estacionamento caso as câmeras sejam instaladas, mas faz uma ressalva. “Eu não posso colocar um policial para ficar 24 horas por dia monitorando as imagens. Seria preciso um funcionário para fazer esse serviço. Também teremos um custo para fazer a manutenção dos equipamentos. Esses valores precisarão ser cobertos pelos comerciantes e eu já disse isso a eles”, relata.
O presidente do Conseg Centro-Sul, Primo Mangialardo, calcula que serão necessárias 16 câmeras para monitorar o trecho entre as quadras 2 e 13. “A central ficaria no prédio da Base Comunitária Sul da PM”, prevê.
Ele também é favorável ao sistema de câmeras. “O monitoramento vai em cima, justamente, daqueles que estão causando o problema, porque a concentração de carros antes da proibição era tão grande que nem a polícia conseguia chegar até lá”, comenta.
Uma nova reunião para discutir o assunto está agendada para a próxima segunda-feira.