O iglu onde funcionava o posto de atendimento da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB), na praça Dom Pedro II, será demolido no próximo domingo, segundo informações da assessoria de imprensa da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).
A decisão da Prefeitura Municipal foi anunciada na última reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro-Sul, realizadaesta semana. O presidente do Conseg, Primo Mangialardo, comemora a demolição.
“Em menos de 30 dias, aquele iglu vai estar no chão. Aquilo é um problema na praça, um local perigoso, onde marginais se escondiam e colocavam em risco a segurança das pessoas que esperavam ônibus no local”, afirma Mangialardo.
O quiosque está desativado há cerca de três anos, e, antes de ser isolado com tapumes, era utilizado como banheiro por mendigos e usuários de drogas, conforme relatam pessoas que trabalham nas proximidades.
“Até alguns meses, o cheiro de urina era insuportável e as pessoas ainda tinham medo de passar ali perto durante a noite”, comenta Fabrício Barbosa, que trabalha nas proximidades.
Reaproveitamento
Segundo Mangialardo, a prefeitura tinha intenção de aproveitar o espaço para a instalação de um posto de atendimento à população ou de um ponto de venda de artesanato e alimentos produzidos por entidades assistenciais, mas não conseguiu acordo em nenhuma proposta.
“Várias pessoas pediram para utilizar o iglu, mas ninguém se responsabilizava por ele 24 horas por dia. O problema é o período da noite, ninguém pode manter um segurança ali. Todos esperavam que a prefeitura ou a Emdurb colocasse um guarda, queriam ocupar o espaço dividindo a responsabilidade”, observa.
A opinião da população se divide quanto à utilização do espaço. Enquanto alguns rejeitam a demolição, afirmando que o iglu deveria ser reutilizado como um posto de informações, outros afirmam que a praça ficará melhor sem a construção.
O secretário municipal de Obras, Jorge Monteiro, não foi comunicado da demolição, mas afirmou que a ação não apresentaria qualquer complicação. “Eu ainda preciso de alguma orientação da Emdurb para organizar a demolição, mas seria tranqüilo, não seria nada de anormal.”
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FALA POVO
O que você acha que poderia ser feito
com o iglu da praça Dom Pedro II?
Acho que deveriam fazer um posto de atendimento, pois muitas pessoas não sabem onde os ônibus param. Tem gente que precisa de informação e não tem para quem perguntar, nem os próprios motoristas das empresas. Tatiana Santos, auxiliar de cobrança
Eles poderiam usar a estrutura que já está ali. Não concordo com a demolição do iglu. Acredito que a prefeitura ou a Emdurb tem que usar para algum fim, porque deixar o iglu abandonado deixa a praça mais perigosa. Pode ter bandido se escondendo ali dentro. Josiane Garcia Afonso, estudante
Poderia ter um guichê de informações, porque a central da Emdurb fica longe daqui. André Fernando Belório, atendente
Eu acho que seria melhor demolir mesmo e deixar o espaço livre, porque isso aí virou esconderijo de malandro, principalmente quando ainda estava aberto, sem os tapumes. Poderia até colocar um posto policial, mas tem uma delegacia aqui perto. Matilde Teodoro da Silva, dona de casa
O espaço tinha que ser aproveitado. Era muito bom quando tinha funcionários da empresa para atender a população. Ou fazer um posto de fiscalização do Centro. José Ferraz, aposentado
Antes, a cidade tinha um ponto de informações e deveria manter como era. Não só para fornecer informações das linhas de ônibus, mas também das ruas, das cidades, um local para colocar reclamações. Ana Márcia Duarte, auxiliar de cobrança