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Há vida no 'fim do mundo'

Da Redação
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O deserto do Atacama está situado ao Norte do Chile em uma área de 200 mil quilômetros quadrados com altitudes que podem ser superiores a 4 mil metros acima do nível do mar. Um lugar que, no dialeto das tribos andinas, quer dizer o “fim do mundo”.

Sua história vem de 10 mil anos, quando caçadores perambulavam pela região tentando encontrar animais para comer. Entretanto, devido ao calor escaldante, ao frio intenso da noite e ao ar rarefeito, não resistiam por muito tempo e retornavam ao litoral.

Por isso, o local só se desenvolveu e passou a ter ocupação humana quando os primeiros colonos recorreram à criação de rebanhos de lhamas e ao estoque de carne.

Outra característica do Atacama é que, apesar do clima extremamente árido, a diversidade de paisagens surpreende. Vão se sucedendo vulcões, dunas, reservas minerais, gêiseres, rios, fontes termais e esculturas.

Entre o solo seco, pedregoso e poeirento, a vida surge em forma de pássaros e lhamas que sobrevivem alimentando-se de plantas rasteiras e cactus adaptados ao ambiente hostil.

Desta forma, visitar o Atacama é ter a rara oportunidade de conhecer paisagens inesquecíveis, como o Valle de la Luna, a Cordilheira de la Sal, o Salar de Atacama, os campos dos gêiseres del Tatio, as lagunas Verde e Blanca, o vulcão Licancabur e a “cidadezinha” de San Pedro de Atacama, considerada a Capital do deserto.

A Cordilheira de la Sal e o Valle de la Luna estão intimamente ligados, pois é através da primeira que se chega ao segundo, que dista apenas 27 quilômetros de San Pedro de Atacama. O vale tem este nome por uma razão simples: o lugar lembra a superfície lunar, cheia de erosões formadas pelo vento e pela água.

Já os gêiseres, localizados a 94 quilômetros de San Pedro, são um espetáculo à parte. Rodeados por cumes que se originaram pelas erupções do vulcão Tatio, desprendem violentos jorros de vapor que atingem até 17 metros de altura e formam uma piscina natural de água quente onde pode-se banhar.

Outra paisagem cinematográfica são as lagunas. Na Verde, que fica ao pé do vulcão Licancabur, já em território boliviano, os raios de sol colorem a água em vários tons, desde o azul até o verde. Já na Blanca, a coloração é obra dos minerais e sulfatos presentes no líquido.

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