A usina Parque do Jacaré foi construída pela S.A Central Elétrica Rio Claro (Sacerc) e inaugurada em 1944. Ao completar a maioridade, 21 anos, foi vendida à Companhia Hidrelétrica do Rio Pardo. Um ano depois, foi integrada à Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Em 1970 foi desativada. Em 1998, passou a integrar o acervo da Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo (Fphesp).
A usina, localizada no distrito de Patrimônio de São Sebastião da Serra, município de Brotas, é servida pelo rio Jacaré-Pepira, um dos poucos despoluídos da bacia do Tietê.
A história da usina é um marco na história da cidade de Brotas. Foi ela que levou energia elétrica para a cidade e áreas vizinhas, até então iluminada apenas por lampiões a querosene.
A usina de Brotas, como foi batizada em 1911, foi construída pelos cafeicultores Pedro Saturnino de Oliveira, Ângelo Piva, Mário de Barros e Idílio Marques e começou a gerar energia em 12 de novembro de 1911.
O contrato entre a municipalidade e a recém-criada Companhia Força e Luz de Brotas para a instalação de “lâmpadas de força iluminativa” foi definido em 1914. Cinco anos depois, a Companhia obrigava-se a manter a iluminação pública também para o município de Torrinha.
Em 1946, a usina foi reformada e inaugurada oficialmente. Um ano depois, a Sacerc foi adquirida pela Companhia Hidroelétrica do Rio Pardo (Cherp), uma das formadoras da Cesp, em 1966. Quatro anos após, a usina do Jacaré foi desativada. Em 98, por doação da Cesp, a usina passou a integrar o acervo da Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo.
Atualmente, quem quer conhecer um pouco da história e do desenvolvimento da cidade pode passear ao longo das estruturas hidráulicas remanescentes da usina, do antigo prédio da casa de máquinas e da barragem que um dia represou o Jacaré-Pepira.
A casa de máquinas e a vila residencial apresentam um conjunto arquitetônico homogêneo, onde a alusão ao jacaré, com pedras sobrepostas, está presente nos embasamentos, nos cunhais, nas molduras das janelas e nos pilares das varandas dos edifícios. (Fontes: Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo e Folha de São Paulo)
Serviço
Visita ao museu da Energia em Brotas, podem ser agendadas pelo telefone: (14) 3653-6125, e-mail: usina_jacare@fphesp.org.br;web site: www.fphesp.org.br. Os contatos com a fundação em São Paulo podem ser feitos pelo telefone (11) 32764747.
Futuro
A Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo pretende desenvolver um projeto de ecoturismo. Para isso, necessita de parceiros que queiram trabalhar com a idéia.
A Usina Parque do Jacaré é uma das quatro (Pequenas Centrais Hidrelétricas) do Interior paulista que serão reativadas até o final de 2005.
A recuperação, orçada em R$ 12 milhões, está sendo feita por uma empresa – cujo nome não foi revelado - que arrendou as usinas da Fundação Patrimônio Histórico de Energia de São Paulo.
A empresa deverá administrá-las por um período de 30 anos e a energia gerada não será comercializada, mas usada para consumo das cinco fábricas da companhia, que produz papel.
Usina Parque do Jacaré
Localização: rio Jacaré-Pepira
Área: 45,57 ha
Capacidade instalada: 2,5 MW
Desnível: 133 m
Quantidade de imóveis: 12 imóveis
- casa de máquinas, depósito e cabine para transformador
- Vila residencial: 8 residências
- Próximo a barragem: 1 residência
Escola também está preservada
Construída entre 1909 e 1911, a escola “Dona Francisca Ribeiro dos Reis” é outro patrimônio preservado pelo Condephaat em Brotas. O projeto inicial foi concebido com oito salas de aula. A planta é simétrica, isolada por portas e os pátios masculinos e femininos, separados por muros.
A fachada, bastante simples, retrata a arquitetura da época, com um pequeno frontão central. O estabelecimento escolar foi tombado pelo Condephaat juntamente com outras escolas situadas em São Pedro, Bocaina, Cachoeira Paulista, Matão, São Bento do Sapucaí, Igarapava, Descalvado, Tambaú, Piraju e Lençóis Paulista.
Um casarão localizado no cruzamento das ruas Mário Pinotti com a avenida Rui Barbosa, na cidade de Brotas, esteve para ser tombado pelo conselho. Porém, o pedido feito pelo deputado Moreira Ferreira, atual proprietário, foi negado, segundo informações da prefeitura da cidade. As reformas feitas no imóvel teriam descaracterizado a obra que, conseqüentemente, perdeu o valor histórico.