Bairros

Urbanista: "Região norte é mais carente"

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Na opinião da arquiteta e urbanista Maria Helena Rigitano, coordenadora da comissão elaboradora do novo Plano Diretor de Bauru, a prioridade de áreas verdes coincide com a prioridade de sistema viário. Para ela, a região norte da cidade é a grande carente nos dois aspectos.

Ela destaca que, entre as propostas apresentadas para o Plano Diretor, é difícil indicar todas as prioridades já que as obras dependem de infra-estrutura da região e da oportunidade de negociar terras com os proprietários, entre outros aspectos. “Em função da disponibilidade de infra-estrutura, é possível programar investimentos”, diz.

A arquiteta cita o Parque Jaraguá, localizado na região norte, cujos terrenos destinados à área verde foram ocupados por uma favela.

“Ao fechar o plano, damos diretrizes do que seria prioridade. Mas não dá para dizer qual parque será implantado primeiro”, frisa a arquiteta.

Maria Helena considera que a reserva de áreas de interesse ambiental é um avanço para Bauru. “Estamos reservando algumas mas, futuramente, podemos acrescentar outras. São áreas para futuros parques. As áreas de proteção ambiental não precisam ser reservadas porque já são áreas de preservação”, diz.

Na opinião da arquiteta, o desafio será conquistar as terras utilizando os instrumentos do Estatuto da Cidade. São mecanismos novos que ainda não foram aplicados em Bauru e devem ser implantados nesse novo Plano Diretor.

Ela acrescenta, ainda, que poucas regiões da cidade são contempladas com áreas verdes destinadas a lazer. A coordenadora dos trabalhos cita o bosque do Núcleo Geisel, na região leste; o bosque do Bauru 16, na região oeste; o bosque do Parque União, na região norte e o bosque da Vila Universitária, na região central. “Não atendemos todas as regiões”, observa.

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