A titular da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), Darlene Martin Tendolo, explica que é fundamental conhecer profundamente a realidade social das famílias carentes de Bauru para então definir políticas de habitação.
Ela explica que o mapeamento social das favelas e bolsões de pobreza de Bauru é um trabalho constante da Sebes. Entretanto, ele está sendo atualizado agora por conta do Cadastramento Único.
Trata-se de uma exigência do governo federal definida em outubro de 2003 para inserir em programas sociais famílias que vivem em condição de pobreza ou extrema pobreza, cuja renda per capita seja inferior a R$ 100,00 mensais.
Além de favelas, o cadastramento se estendeu a outros bairros. “Não podemos esquecer que há famílias pobres que não estão nas favelas”, explica Darlene.
Até então, cada programa social tinha um cadastro próprio das pessoas atendidas. Sendo assim, não havia um arquivo único que oferecesse o perfil social do município.
Darlene explica que a exigência do governo federal foi aproveitada para mapear as necessidades habitacionais em Bauru e priorizar os bairros que devem ser atendidos. São dados que irão subsidiar o trabalho da comissão elaboradora do novo Plano Diretor.
“Esse levantamento se processa constantemente para clarear nossas ações. A Sebes sempre utiliza esses dados, mas nós intensificamos o trabalho por conta do cadastramento único”, explica a secretária.
A Sebes já dispõe de informações precisas sobre localização dos bolsões de pobreza localizados na área urbana da cidade e sobre quantidade de barracos instalados nas favelas.
Ela enfatiza que não basta construir casas para solucionar o déficit. “Não é só residência. É equipamento social, como escolas, e infra-estrutura”, destaca.